5/23/2015

Uma agenda de edição limitadíssima

                               
     
Sempre quis ter um objeto de edição limitada e nada como fazê-lo eu própria com as minhas mãos de fada.
Não foi bem isso.
Precisava de uma agenda. Comprei uma, bem baratinha, numa loja chinesa. Era feia que doía.
De modo que a forrei com feltro. E depois decorei-a com quadrados tortos.
Bem... Não está uma obra-prima mas é macia. :)

5/21/2015

Aborrecimentos relativos

Imagem daqui.

Nos dois últimos dias, a Lara tem acordado pouco depois das 6 da manhã.
Hoje, resolvemos acordar os dois com ela e despachar o jantar. Assim, sempre podíamos usar as duas horas livres que temos à noite para fazer qualquer coisa que não seja estar enfiados na cozinha a cozinhar e a limpar quase até à hora de deitar.
Coloco então a bimby a trabalhar, cheia de legumes, para fazer sopa, e o Milton põe a cafeteira no fogão.

Passados 3 minutos, olho para a bancada e vejo o frasco do açúcar fora do lugar... Chego logo à interessante conclusão de que tinha colocado açúcar, em vez de sal, na sopa. Toca a tirar tudo da bimby (felizmente os legumes ainda estavam crus) e a passar por água.

O Milton mostrou-se bastante preocupado com a situação, sendo que nos últimos tempos tenho tido uns "lapsos" de gravidade mediana. Tive que concordar com a sua preocupação e eu própria fiquei com algum receio de estar a ficar esgotada mentalmente.

Nisto ele inclina a cafeteira sobre uma chávena e percebe que o que estava no seu interior era claro demais para ser café. Era apenas água.
Parece que o esgotamento assiste a todos nesta casa.

Já a caminho do trabalho, estava a lamuriar-me mentalmente sobre o meu cansaço, quando passa por mim uma senhora que costumo encontrar várias vezes, pelas 8h00 da manhã. Ela estava com um ar realmente cansado enquanto, com um passo apressado, empurrava um carrinho com uma menina de uns 2 anos e, num canguru ao peito, transportava um bebé pequeno. Caminhar "nestes propósitos" pelos passeios muito estreitos das também muito estreitas ruas do centro de Ponta Delgada, é um verdadeiro desporto radical.

De modo que silenciei as minha lamúrias mentais imediatamente.

5/13/2015

Taken 1 ou o filme de ação perfeito para nervosinhos



Andava à procura de um bom filme de ação para ver no fim de semana e eis que calhou ser o "Taken".
Já tinha ouvido falar bem do filme e gosto bastante do Liam John Neeson, razões mais do que suficientes para lhe dar uma oportunidade.

A história é simples: um ex-agente secreto, Bryan Mills, vê a sua filha de 17 anos ser raptada por poderosos traficantes de mulheres. Brian, completamente sozinho, tem algumas dezenas de horas para a encontrar, antes que seja tarde demais e perca o seu rasto para sempre.

Gostei do filme e recomendo-o fortemente a cardíacos que gostem de ver um bom thriller de ação.
É que, neste filme, existe mesmo muita ação, e da boa mas, nada que nos instigue a exclamar involuntariamente frases como: "Saí daí pá!!!", "Dá-lhe 20 tiros meu grande tanso!!!!", "Esfola-o todo!!! Já!!!", "Arrebenta com ele palerma; senão ele vai atrás de ti!", "Saí daí porra! Vai por ali meu asno!", "Caramba! Que nervos!!!! Mata-o!!!!!".

Não. neste filme não se incita o espectador a gemer de nervos. Aqui, o nosso herói sabe bem o que fazer. Não comete erros ou deslizes, não hesita e nunca se engana no caminho. Aqui é sempre a seguir em frente e a fazer uma limpeza! Cada tiro, são três melros abatidos.

Quem não quer saber o que se vai passar deve parar de ler agora mesmo porque vou relatar o filme em duas frases.

"ONDE ESTÁ A MINHA FILHA????" "BANG BANG BANG"

É. Foi muito isto.

5/07/2015

O que ando a ler

                         
   

Hoje foram só livros velhinhos: um de autor português continental, um de autor açoriano e um de autor francês.

"O estrangeiro" de Albert Camus, porque ouvi falar dele num workshop de escrita criativa e fiquei curiosa. Ando para o ler há mais de um ano e aconteceu dar com ele hoje.

"Sem Coração" de Eduardo Brum, porque conheço o autor pessoalmente e a curiosidade levou-me a ler um livro dele. Gostei tanto que talvez leia todos os livros deste autor. Desta vez trouxe este porque foi o único que encontrei.

"O Evangelho segundo Jesus Cristo" de José Saramago. Tenho a versão eletrónica do livro que estava a ler, no iPad, antes de dormir, porque não tinha candeeiros de mesa de cabeceira no quarto. Agora já tenho e, como não gosto mesmo nada de ler livros em "versão eletrónica", vou acabar de o ler em papel.

Livros para bebés de 1 ano

Um dos meus locais preferidos é a biblioteca. Consigo ficar horas a procurar livros, sem nenhum alvo determinado, apenas a percorrer estantes e filas, demoradamente, como quem descobre um tesouro no sótão dos avós.

Desde que a minha filha é capaz de segurar um objeto na mão com alguma destreza, passei a frequentar a sala infantil da biblioteca, uma a duas vezes por semana.
Adoro escolher livros para ela! Acho que me dá mais satisfação que escolher livros para mim!

Já trouxe da biblioteca pública de Ponta Delgada dezenas de livros diferentes. Nem sempre acertei mas, à medida que a Lara vai crescendo e mostrando as suas preferências, é cada vez mais fácil trazer os livros certos.

Também tenho alguns comprados e oferecidos mas, antes de investir em livros infantis, achei preferível perceber quais valeriam mais a pena. Existe uma oferta muito variada de livros infantis e, sem qualquer experiência com crianças, não saberia mesmo o que escolher. Agora já sei.

Hoje, trouxe estes (da biblioteca):

"Na Quinta", é um livro bem pequenino que faz parte de uma coleção muito fofa de livros com janelinhas. Ela adora! É capaz de ficar muito tempo sozinha a folhear o livro e a abrir as janelinhas. Cada janelinha de papel esconde um desenho amoroso de um animal. Sempre que trago um destes, a Lara anda com ele para todo o lado.


Este, é de uma coleção que tem texturas diferentes para as crianças tocarem. Gosto muito dele porque para além das imagens, tem texturas, brilhos e espelhos, o que o torna muito mais interessante  e estimulante para um bebé pequeno.


Gosto especialmente desta coleção de "Dicionários de Imagens". 
Primeiro, porque tem imagem reais, e depois porque tem tantas páginas que mantém o interesse da Lara por muitos dias. Ela aponta para as coisas para lhe dizermos o que é e, depois, eu pergunto-lhe onde estão determinados objetos e ela aponta para eles. É giro.

Esta é uma das minhas atividades diárias preferidas com a Lara. É divertida, didática e tenho esperança que faça crescer nela o mesmo gosto pela leitura que os pais têm. 

5/05/2015

Como conheci a música eletrónica


        

Há muitos anos atrás eu não gostava de música eletrónica.
Associava-a a carrinhos de choque, tuning e atividades similares.

Um dia vou a um festival de música no Alentejo. Deve ter sido na primeira vez que fui ao "Sudoeste". Não fui ver nada de especial, fui porque os outros foram e me parecia uma forma engraçada de convívio. Vá, fui porque os outros também foram e pronto. 

Lembro-me de ter levado sapatos pretos de salto alto, uma saia da Ana Sousa e um top bege, quase de cerimónia. Uma roupinha bem confortável e adequada para um festival de música, portanto. Claro que, ao segundo dia já andava por lá de biquini e calções de ganga.

Achei aquilo tudo muito bem e extremamente civico. As pessoas juntavam-se em grupinhos simpáticos e descontraídos, sentavam-se no chão e ficavam a beber e a fumar o que lhes apetecia sem ninguém chatear. Na verdade, acho que toda a gente estava dedicada ao mesmo tipo de atividades. Um autêntico paraíso.

Fomos ver um concerto. O espaço, ao ar livre, era muito simpático e o ambiente ainda melhor. O facto de não ter muitas pessoas (não mais que umas centenas) tornava tudo mais acolhedor e intimista. 

Como sou pessoa que sofre de alguma miopia, não fiquei longe do palco. Ainda hoje tenho uma regra para todos os concertos: ficar sempre da terceira fila para a frente.

Surgem então 4 velhotes no palco. Vestiam formalmente e cada um tinha um computador à frente. 
Começa o som. E eu oiço, pela primeira vez, música eletrónica. Ao vivo. E adoro! 

Kraftwerk continua a ser uma das minhas bandas preferidas.



5/01/2015

Durante uma caminhada #1

   
                                
No regresso da caminhada de uma hora pela marginal de Ponta Delgada, estava a passar no largo da Igreja Matriz e vejo, sentado num banco, um jovem casal de turistas, ambos de cabelo cor de avelã, ele com uma barba ralinha que o fazia parecer ainda mais jovem, os dois muito bem parecidos, entretidos a olhar para um computador portátil que ele tinha no colo.
Enquanto passava por eles, de fones nos ouvidos, pensei que representavam um belo adorno na minha paisagem, ficavam bonitos no meu campo de visão, naquela luz do anoitecer, misturada com a iluminação da Igreja Matriz. Depois, pensei que, às tantas, como turistas que eram, curiosos certamente em relação à população local, eu própria podia ser um adorno na paisagem deles.
Com este sábio pensamento em mente, pus-me a caminhar com um ar mais desportivo.
Começo a subir a rua quando vejo sair de uma porta à minha esquerda uma mulher alta e loura, a envergar um vestido comprido e justo, todo de lantejoulas douradas e a segurar uma taça de champanhe.
 Perante o peso desleal deste tipo de concorrência percebi logo que a minha carreira de adorno para turistas acabava ali.