4/04/2015

Molho Bechamel Perfeito


                              
   
O molho bechamel é daquelas coisas básicas que não gosto de comprar feito. O sabor não é igual. Na verdade, o sabor do bechamel de pacote não tem nada a ver com o molho caseiro.
Mas fazê-lo é uma valente seca: ou fica muito líquido, ou muito espesso, ou cheio de grumos. Depois é mandar para a frigideira mais leite, ou mais farinha, ou mais leite e depois mais farinha porque não acertamos no ponto, entre outras chatices.

De modo que a bimby é excelente, também, para fazer este molho.
O problema é que a receita do livro da bimby resulta numa quantidade industrial de molho. Sempre me sobrou imenso pelo que, arranjei uma receita que tem a quantidade perfeita para mim.

Desta vez usei numa lasanha vegetariana, mas a mesma quantidade serve para bacalhau com natas ou outros pratos para  4 a 6 pessoas.

Cá vai:

Ingredientes

- 600 gr. de leite meio gordo
- 60 gr. de farinha
- 40 gr. de manteiga

Sal fino, pimenta e noz moscada a gosto

Juntam-se todos os ingredientes no copo da bimby, temperatura 90, velocidade 4, durante 8 minutos.

Fica, simplesmente, perfeito.
Sempre no ponto certo.

3/26/2015

Papel higiénico, anazes e música

Então hoje foi assim:

- Levantar, pela hora do costume, tomar o pequeno-almoço e ir trabalhar;

- Almoçar a "receita experimental" de frango com feijão-verde (congelado) feita na noite anterior e constatar que, apesar de não ter resultado no último grito da gastronomia portuguesa, até está bem comestível;

- Aproveitar a hora de almoço para fazer umas compras de bens essenciais evitando, assim, uma deslocação ao supermercado no fim-de-semana. A desvantagem disto é carregar com uma embalagem de papel higiénico, que mal cabe no saco de supermercado, até casa, o que me dá uma aparência muito pouco "fashion" mas, paciência... Prefeiro aproveitar o fim-de-semana para fazer coisas bem mais interessantes que passear um bebé pelos corredores do continente.

- Regressar a casa e dar umas beijocas numas bochechas boas;

- Colocar a dona das bochechas boas a dormir, à terceira tentativa, e aproveitar a sesta dela para fazer umas lides domésticas;

- Entreter a pessoa de um ano com umas tostas e a Xana Toc Toc, enquanto mudo de roupa e como um lanche super rápido de bolachas, queijo e café;

- Sair para encontrar uma amiga, o que implicou um passo muito acelerado para apanhar um autocarro para local desconhecido;

- Chegar ao ponto de encontro e perceber que, provavelmente, a lotação do autocarro já estaria esgotada;

- Encontrar pessoas que não via há muito tempo e perceber que, conhecidos e desconhecidos, estão dispostos a oferecer-nos boleia;

- Vamos à boleia até uma estufa de ananazes assistir a um concerto intimista. Só soubemos quem seria o músico lá. Calhou-nos "Duquesa". Não conhecia.

- O concerto foinfantástico! Adorei! Mesmo.

- No fim do concerto provei licor de ananás e chutnney de ananás com picante e de ananás com caril.

- Antes de ir para casa, eu e a minha amiga (mais uma feliz e jovem mãe), oferecemo-nos uma pausa para uma cerveja e dois dedos de conversa;

- Depois de jantar com o meu sempre amável companheiro, que ficou a cuidar da nossa criança, duas simpáticas horas, ainda tive tempo para vir escrever este post.

Isto é que é um dia bem esgalhado. :)

3/25/2015

3/22/2015

Interstellar

        

As minhas expetativas para este filme eram bastante elevadas.
Curiosamente, não ficaram goradas, nem reforçadas. 
Gostei do filme que, de facto, levanta questões interessantíssimas sobre a relatividade do tempo e a possibilidade de existirem dimensões que nos são, para já, desconhecidas. O problema é que o filme começou a mexer mais apenas no último terço. Até lá, tive que o parar três vezes por estar a adormecer. 
Confesso que tenho andado cansada e com muito sono em atraso, o que pesa a favor do interesse do filme.
A produção estava fantástica e as interpretações estavam ok.
Tenho a sublinhar que Christopher Nolan esteve muito bem, quer na direção, quer no argumento, escrito em parceria com o seu irmão.

É isso: não fiquei desiludida mas também não fiquei maravilhada.



  

3/21/2015

Sobre as minhas férias

Adoro planear viagens. Quase chega a ser a minha parte preferida das férias. Imaginar o que vou fazer, como o vou fazer, pesquisar todas as hipóteses possíveis de estadia, sítios a visitar, transportes, atividades... adoro fazer isso. 
Este ano não foi diferente. Comecei a imaginar o que poderia querer fazer, pensei em Barcelona, depois em Évora, e acabei por decidir algo completamente diferente.

Foram quase duas semanas de férias passadas em Alpiarça, na casa dos meus pais.

Foram 12 dias que passaram a voar. Não entendo, de todo, como é possível que o tempo passe tão depressa!

Nestas férias não posso dizer que tenha descansado. Não descansei. Os meus momentos de descanso foram os minutos em que me sentei a beber um café e aquela hora antes de dormir, em que vi episódios da série "House of Cards", agarrada a uma taça com uma mistura caricata de amendoins com picante e frutas exóticas cristalizadas.

Fiz muitas coisas. Coisas realmente relevantes. Para mim e, espero, para mais alguém. Fiz coisas que me deixaram feliz. Que me tornaram mais serena, mais pacífica e mais consciente do que é mesmo importante. Fiz coisas realmente desafiantes, como organizar uma festa para quase 40 pessoas e cozinhar grande parte da comida a meias com um cozinheiro tão experiente como eu, ou seja, sem a mais fraca ambição na área da gastronomia. 

Consegui estar junto da maioria das pessoas que fazem parte da minha grande família. Estive com primos e tios que não via há muitos anos, conheci 4 primos novos, 2 de sangue e 2 por afinidade. Passei tempo de qualidade com grandes amigos. Estive em sítios em que nunca estive antes. Voltei a sitios de que gosto muito.

Não ocupei a mente com assuntos irrelevantes. Nunca.

Fiz compras para mim e para a minha casa. Acredito que foram compras inteligentes. O tempo o dirá. Bem... Se calhar a carpete branca não foi uma compra inteligente.

Consegui (e acreditem que, para mim, isso é difícil) escolher acertadamente o menú de almoço no IKEA. E de café. Adoro aquele caracol de canela! Podia comer aquilo o dia todo. Evidentemente não levei o aparelho de medir a glicémia. :) 

Resisti a compras superflúas. Acho eu. 

Gostava de ter falado durante mais tempo com mais pessoas. Gostava de ter visitado mais familiares e amigos. Gostava de ter conversado durante horas com os meus tios e primos. Gostava de ter conhecido melhor as pessoas que ainda não conheço bem. Gostava de ter saboreado cada minuto mais devagar, com mais calma, mais serenidade. 

Bom, tenho que deixar qualquer coisa para as próximas férias.

A viagem de regresso foi maravilhosa: pessoas simpáticas, prestáveis, um excelente serviço no aeroporto para quem viaja com bebés.
Os portugueses conseguem ser mesmo bons no que fazem! Nesta viagem senti muitas vezes orgulho em ser portuguesa. Não é comum, mas acontece. O serviço nos nossos aeroportos, quando comparado com outros, é muito competente e, em simpatia, excede todos os que conheço.

Chegar a casa também foi bom. 
Sair nas férias faz parte da minha lista de atividades preferidas de sempre, mas  sinto-me maravilhosamente quando passo a porta de entrada e sinto o cheiro  da minha casa.

Hoje voltei à dieta, ao Falun Dafa e, de certa forma, ao trabalho.
Voltei a ter o gato em cima do meu pescoço a toda a hora e a mordiscar-me as pernas a cada passo que dou.

E, voltei à blogosfera. 
Que saudades!










3/04/2015

A arte de bem atender os clientes

Como rapariga muito prendada que sou, decidi coser uns botões num vestido da minha filha. Tinha perdido um botão e os outros eram muito estilizados, sendo praticamente impossível encontrar um igual, pelo que tive que trocar mesmo todos.

Posto isto, decido ir a uma conhecida retrosaria da minha cidade comprar uns botõezinhos giros.

Entro no estabelecimento. Duas funcionárias atrás do balcão. A loja vazia. Dirijo-me a uma das senhoras.

Eu: "Olá bom dia, procuro uns botões para um vestido de bebé, assim para o branco ou azul-escuro. Pode ajudar-me?"

A peculiar funcionária: "Estão mesmo aí os botões, nessa cesta."

Eu (meio suplicante) "Pois, mas se me puder ajudar... O vestido é de cerimónia, teria de ser algo mais delicado."

A peculiar funcionária: "Os botões estão aí nessa cesta. É ver."

Ainda fiquei a olhar para ela meio embasbacada, assim com o lábio inferior descaído, num pensado gesto teatral de grande espanto.
E nem assim ela parou de esgaravatar freneticamente um palito nos dentes.
E não o fazia de uma forma tão sexy como a senhora da imagem. 

3/01/2015

Entreter um bebé #1


       

Ingredientes

Um lençol velho.
Uma caixa de plástico larga e com a profundidade de, pelo menos, um palmo. 
Um recipiente pequeno de plástico, do tamanho de uma taça de sobremesa.
Um pacote de lentilhas secas, ou feijão, ou grão. 
Uma colher (eu escolhi uma colher de sopa chinesa de plástico).
Pequenos objetos com que o bebé costume brincar: um cubo colorido, um mordedor, um chocalho...

Preparação

Cobre-se o chão com o lençol e, no centro, coloca-se a caixa grande com as lentilhas e os restantes objetos à volta.
Convida-se o bebé a brincar: mexendo nas lentilhas, usando a colher para passar as lentilhas do recipiente grande para o pequeno, escondendo os objetos debaixo das lentilhas, etc.

Estivemos nisto uns 40 minutos. Até o gato se juntou à brincadeira.


Notas importantes

Nunca deixar o bebé sozinho. Ele vai, de certeza, tentar papar as lentilhas e pode engasgar-se.

Usei lentilhas que não ia, de qualquer forma, usar para cozinhar. Não gosto de estragar comida.
Podem usar grãos secos que tenham passado da validade ou comida de pássaro, que pode cumprir perfeitamente a sua função depois de ser usada para brincar.