Ver uma coisa fantástica aqui.
1/31/2015
1/29/2015
Birdman
Continuando na série "Óscares 2014", vi o Birdman no último fim de semana.
A história anda à volta de Riggan Thomson, um ator que ficou célebre ao interpretar o super-herói Birdman, e que se encontra numa fase decadente da sua carreira. Para voltar a ter reconhecimento, Riggan aposta tudo numa peça de teatro, escrita, dirigida e interpretada por ele enquanto tem que lidar com uma voz que ouve constantemente na sua cabeça.
É giro e tem boas interpretações, mas não é um filme de que se goste facilmente. É muito teatral, até pela forma como é filmado, como se se tratasse de um único take, em que a câmara segue os personagens e os cenários de uma forma contínua.
Não é muito o meu género de filme. Com o mesmo tipo de "guião teatralizado" prefiro filmes com temáticas que me digam mais como "August Osage County".
Dos filmes do Iñárritu é o de que gosto menos. No entanto, admito que é um bom filme, com uma excelente realização e interpretações muito competentes.
1/26/2015
The Theory of Everything
Comecei, há uma semana, a ver os filmes de 2014 candidatos aos óscares.
Confesso que é uma atividade um bocado "pop" mas também é facto que se encontram bons filmes nesta seleção.
A semana passada foi a vez de "The Theory of Everything", filme biográfico sobre Stephen Hawking, um brilhante astrofísico com uma grave doença degenerativa que o deixa incapaz de se mexer ou falar sem, no entanto, afetar as capacidades extraordinárias do seu cérebro.
É um bom filme, com boas interpretações e um bom guião.
De sublinhar a fantástica interpretação de Eddie Redmayne, que já me tinha chamado a atenção na série "Os Pilares da Terra" e, neste filme, não deixa qualquer dúvida quanto à sua notabilíssima competência para a representação.
De sublinhar a fantástica interpretação de Eddie Redmayne, que já me tinha chamado a atenção na série "Os Pilares da Terra" e, neste filme, não deixa qualquer dúvida quanto à sua notabilíssima competência para a representação.
Vale muito a pena ver.
1/25/2015
Maternidade parece afetar a voz
Tendo sido mãe há dez meses, dormir não tem sido a minha atividade mais frequente (embora seja, de longe, a minha preferida).
As coisas não têm melhorado no último mês. Há noites em que não durmo mais que uma hora. Há semanas em que durmo em 5 dias o que devia dormir numa só noite. A semana passada foi uma dessas.
Como não consigo dormir de dia, sempre que a minha filha dorme a sesta, aproveito para fazer tudo o que há sempre para fazer na cozinha e, depois, para descansar e ler um livro no sofá da sala entre todas as mantas que encontrar à mão.
Numa destas ocasiões em que estava com o nível de consciência de um zombie, telefona-me a minha mãe. Pelo facto de ter um bebé a dormir, num apartamento relativamente pequeno, falo baixinho. De acordo com a minha mãe, o volume baixo da minha voz, está longe de ser a sua característica mais interessante. Diz-me ela: "Credo mulher, o que é que se passa contigo?! Estás com uma voz tão patética!"
1/23/2015
Esta coisa fantástica que é "Transparent"
A minha melhor descoberta dos últimos tempos: Transparent.
É uma série que segue a história de uma família de descendência judaica, de Los Angeles, que
descobre que o pai é transgénero.
As personagens são tão cheias de defeitos e de uma humanidade tão crua e despida de artefactos que, antes de as detestarmos por nos revelarem o pior de nós, já gostamos delas de uma forma
enternecedora.
Olhamos para elas e vemos tudo o que não queremos ser. Não me refiro a coisas mesquinhas como calculismo e maldade pura, falo daquelas fraquezas do corpo e do espírito que tentamos varrer para debaixo do tapete todos os dias.
Olhamos para elas e vemos tudo o que não queremos ser. Não me refiro a coisas mesquinhas como calculismo e maldade pura, falo daquelas fraquezas do corpo e do espírito que tentamos varrer para debaixo do tapete todos os dias.
"Transparent" é como um espelho que nos coloca em frente às coisas mais ridículas
e constrangedoras que somos; faz-nos regressar aos momentos em que fizemos figuras
realmente tristes. Aqueles em que nos deixámos levar pelos ímpetos mais primitivos só
para nos arrependermos no segundo a seguir, e para repetirmos o mesmo vezes sem
conta.
As personagens aparentam ser pequenas crianças desprotegidas. E é isso que as torna tão tristes: são adultos mimados e perdidos que não fazem ideia de como viver com as contradições emocionais inerentes à existência de qualquer pessoa.
As personagens aparentam ser pequenas crianças desprotegidas. E é isso que as torna tão tristes: são adultos mimados e perdidos que não fazem ideia de como viver com as contradições emocionais inerentes à existência de qualquer pessoa.
Às vezes, num dos episódios da série, estamos perante uma situação tão absurdamente ridícula que a
vontade de rir se mistura com um sentimento de vergonha alheia, de tal forma que
só conseguimos ficar absurdamente estáticos a observar o que está a acontecer como quem, num sonho, quer fugir e não tem força nas pernas.
Concluindo: a série é fantástica! Das melhores que já vi sobre este tema tão complexo: as pessoas.
A banda sonora é simplesmente perfeita! É daquelas que nos faz viajar, dentro de nós, para lugares sombrios e confusos e gostar muito de lá estar.
1/15/2015
José Saramago
"Quantos países têm bases militares nos EUA? E em quantos países os EUA têm bases militares?"
Esta é uma questão caricata que nunca me lembrei de colocar. Hoje, surgiu-me através do Saramago.
Se uma das funções dos escritores é por-nos a pensar, o Saramago é um grande mestre.
Esta é uma questão caricata que nunca me lembrei de colocar. Hoje, surgiu-me através do Saramago.
Se uma das funções dos escritores é por-nos a pensar, o Saramago é um grande mestre.
1/09/2015
"Não concordo com nada do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo."
Não sei se esta frase é do Voltaire ou não mas é, ou deveria ser, a máxima pela qual se rege todo aquele que afirma defender a liberdade de expressão.
O ataque terrorista às instalações da revista satírica Charlie Hebdo é totalmente condenável em todos os sentidos. Não consigo conceber nenhuma razão, por mais absurda que seja, que atenue a bizarria deste ato. Concordemos ou não com o estilo e conteúdos da revista, não devemos combater palavras com assassínios, palavras combatem-se com palavras. Qualquer pessoa com dois ou três neurónios saberá que só a comunicação, mais do que a força, pode vencer "guerras de ideias".
Não devemos também, dizer defender a liberdade de expressão, pela qual morreram no Charlie Hebdo, e agredir ferozmente através de práticas de bullying social e digital, as pessoas que estão a fazer uso dessa mesma liberdade discordando de nós. Mesmo que essas pessoas digam que os cartoonistas do Charlie Hebdo foram longe demais, mesmo que considerem o tipo de humor que faziam exagerado e ofensivo, mesmo que nos digam que discordam com todas as nossas convições mais fortes. Desde que o comuniquem de uma forma que não implique qualquer tipo de violência ou crime, todas as pessoas devem poder exprimir a sua opinião sem recear qualquer tipo de agressão à sua integridade física e moral.
Afinal o que é o direito de expressão?! É o direito de exprimires tudo aquilo com o que eu concordo? Se o que dizes não me agrada, já não tens direito expressar-te? É muito irónico verificar que muitos dos que dizem estar solidários com as vítimas do ataque à Charlie Hedbo, estejam prontos a arrancar os olhos a todos os que se atrevam a criticar o jornal.
Cada vez que convenço mais que o homem tem um caráter naturalmente mau, facilmente manipulável e pouco inteligente. Que gosta mesmo é de se agarrar a qualquer coisa pela qual possa lutar com o próximo e destilar todo o ódio que a fervilhar dentro de si.
Assim, assisto com tristeza, mas pouca surpresa, aos ataques idiotas que as pessoas estão a fazer nas Redes Sociais a todos os que discordam da grande massa humana em relação ao que aconteceu na CharlieHebdo.
O ataque terrorista às instalações da revista satírica Charlie Hebdo é totalmente condenável em todos os sentidos. Não consigo conceber nenhuma razão, por mais absurda que seja, que atenue a bizarria deste ato. Concordemos ou não com o estilo e conteúdos da revista, não devemos combater palavras com assassínios, palavras combatem-se com palavras. Qualquer pessoa com dois ou três neurónios saberá que só a comunicação, mais do que a força, pode vencer "guerras de ideias".
Não devemos também, dizer defender a liberdade de expressão, pela qual morreram no Charlie Hebdo, e agredir ferozmente através de práticas de bullying social e digital, as pessoas que estão a fazer uso dessa mesma liberdade discordando de nós. Mesmo que essas pessoas digam que os cartoonistas do Charlie Hebdo foram longe demais, mesmo que considerem o tipo de humor que faziam exagerado e ofensivo, mesmo que nos digam que discordam com todas as nossas convições mais fortes. Desde que o comuniquem de uma forma que não implique qualquer tipo de violência ou crime, todas as pessoas devem poder exprimir a sua opinião sem recear qualquer tipo de agressão à sua integridade física e moral.
Afinal o que é o direito de expressão?! É o direito de exprimires tudo aquilo com o que eu concordo? Se o que dizes não me agrada, já não tens direito expressar-te? É muito irónico verificar que muitos dos que dizem estar solidários com as vítimas do ataque à Charlie Hedbo, estejam prontos a arrancar os olhos a todos os que se atrevam a criticar o jornal.
Cada vez que convenço mais que o homem tem um caráter naturalmente mau, facilmente manipulável e pouco inteligente. Que gosta mesmo é de se agarrar a qualquer coisa pela qual possa lutar com o próximo e destilar todo o ódio que a fervilhar dentro de si.
Assim, assisto com tristeza, mas pouca surpresa, aos ataques idiotas que as pessoas estão a fazer nas Redes Sociais a todos os que discordam da grande massa humana em relação ao que aconteceu na CharlieHebdo.
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