1/15/2015

José Saramago

"Quantos países têm bases militares nos EUA? E em quantos países os EUA têm bases militares?"

Esta é uma questão caricata que nunca me lembrei de colocar. Hoje, surgiu-me através do Saramago.
Se uma das funções dos escritores é por-nos a pensar, o Saramago é um grande mestre.






1/09/2015

"Não concordo com nada do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo."

Não sei se esta frase é do Voltaire ou não mas é, ou deveria ser, a máxima pela qual se rege todo aquele que afirma defender a liberdade de expressão.

O ataque terrorista às instalações da revista satírica Charlie Hebdo é totalmente condenável em todos os sentidos. Não consigo conceber nenhuma razão, por mais absurda que seja, que atenue a bizarria deste ato. Concordemos ou não com o estilo e conteúdos da revista, não devemos combater palavras com assassínios, palavras combatem-se com palavras. Qualquer pessoa com dois ou três neurónios saberá que só a comunicação, mais do que a força, pode vencer "guerras de ideias".

Não devemos também, dizer defender a liberdade de expressão, pela qual morreram no Charlie Hebdo, e agredir ferozmente através de práticas de bullying social e digital, as pessoas que estão a fazer uso dessa mesma liberdade discordando de nós. Mesmo que essas pessoas digam que os cartoonistas do Charlie Hebdo foram longe demais, mesmo que considerem o tipo de humor que faziam exagerado e ofensivo, mesmo que nos digam que discordam com todas as nossas convições mais fortes. Desde que o comuniquem de uma forma que não implique qualquer tipo de violência ou crime, todas as pessoas devem poder exprimir a sua opinião sem recear qualquer tipo de agressão à sua integridade física e moral.

Afinal o que é o direito de expressão?! É o direito de exprimires tudo aquilo com o que eu concordo? Se o que dizes não me agrada, já não tens direito expressar-te? É muito irónico verificar que muitos dos que dizem estar solidários com as vítimas do ataque à Charlie Hedbo, estejam prontos a arrancar os olhos a todos os que se atrevam a criticar o jornal.

Cada vez que convenço mais que o homem tem um caráter naturalmente mau, facilmente manipulável e pouco inteligente.  Que gosta mesmo é de se agarrar a qualquer coisa pela qual possa lutar com o próximo e destilar todo o ódio que a fervilhar dentro de si.

Assim, assisto com tristeza, mas pouca surpresa, aos ataques idiotas que as pessoas estão a fazer nas Redes Sociais a todos os que discordam da grande massa humana em relação ao que aconteceu na CharlieHebdo.




12/31/2014

Cheesecake de Morango

E eis que no último dia do ano não vou falar de resoluções de ano novo nem fazer um resumo do ano passado.
Claro que tenho os meus desejos para 2015 e várias considerações sobre 2014, mas creio que nenhum desses pensamentos brilhantes da minha mente interessarão a alguém.

Já o que me propus publicar aqui hoje será do vosso total interesse: a receitinha para um dos meus doces favoritos - Cheesecake de morango.

Apesar de adorar cheesecake nunca me deu para o fazer; ou porque achava que daria muito trabalho, ou porque me sentia bastante satisfeita com o preparado instantâneo para cheesecake (que, de facto, é muito bom também). 

Mas, vi uma receita maravilhosa no blog de uma amiga e decidi experimentar fazê-la para sobremesa do jantar de fim de ano.

Posso dizer que o resultado foi dos melhores que já tive numa receita nova. 




Cá está a receita que fiz, adaptada para a bimby. 
Podem encontrar aqui a receita original.

Ingredientes 

Base
180gr bolacha maria
50gr manteiga derretida
3 colheres sopa leite

Recheio

200gr queijo philadelphia
150gr iogurte grego natural
150gr açúcar
1 colher chá açúcar baunilhado
5 folhas gelatina incolor
200ml natas
1 colher sopa sumo limão
150 ml de compota de morango


Preparação
Triturar as bolachas, a manteiga derretida e o leite no copo da bimby (15 seg, vel 10) e forrar o fundo da forma com o preparado, alisando com uma colher de sopa.
Colocar a borboleta no copo da bimby (previamente lavado), e juntar o queijo philadelphia, o iogurte e o açúcar (1:30 min, vel 3).
Bater as natas com o sumo de limão até ficarem bem firmes.
Escorrer as folhas de gelatina e dissolver em 3 colheres de sopa de àgua quente. Deixar arrefecer um pouco e juntar ao creme de queijo na bimby (com borboleta,1:30 min, vel 3).
Envolver, suavemente, esta mistura com as natas (usando uma colher de pau) e verter numa forma de lados removíveis.
Vai ao frigorífico até solidificar. Gosto de deixar, pelo menos, durante uma noite.
Desenforma-se e  coloca-se a compota por cima.


12/26/2014

Eis que consigo ler um livro até ao fim!


Nestas "mini-férias" de Natal, propus-me cumprir uma série de itens de uma lista mental, da qual fazia parte terminar dois dos livros que ando a ler.

O primeiro já está concluido: "Avenidas Periféricas" de Patrick Modiano, vencedor do prémio Nobel da literatura 2014.

O Milton está a pensar começar a ler os autores vencedores dos prémios Nobel da literatura, critério de seleção que considero algo duvidoso, e trouxe-me o livro da biblioteca. 
Nunca tinha ouvido falar de Modiano e devo dizer que gostei muito da forma de escrita dele; o modo como descreve ambientes decadentes e obscuros é verdadeiramente delicioso. Fora isso, não gostei do romance. Não que seja mau, longe disso, mas o tema simplesmente não me interessa muito: trata-se do retrato de um grupo muito duvidoso de pessoas que passam os fins de semana numa aldeia francesa, durante a ocupação alemã, no período da segunda guerra mundial. 

Para quem se interessa por este tipo de tema, o livro deve ser fantástico!
Para o meu gosto pessoal teria de ter mais ação ou um tema completamente diferente. 


12/16/2014

"Fury" e "Gone Girl"

Este fim de semana foi dos bons. 
Consegui ver dois filmes. Melhor: consegui ver dois excelentes filmes!


O primeiro, o "Fury", já esperava que fosse bom mas não esperava gostar muito, uma vez que não gosto de filmes de guerra.  Gostei bastante. O  Brad Pitt está magnífico na pele do sargento Wardaddy e a história, apesar de não ser original, está muito bem contada, com um ritmo adequado e um guião muito competente. 
Estou convencida de se existisse outro ator no lugar do Brad Pitt o filme não seria tão bom, o homem está cada vez melhor. Está a tornar-se, a par de Adrien Brody, um dos meus atores preferidos.


O segundo filme que vi, "Gone Girl" foi menos bom do que esperava. É um excelente filme, com boas interpretações e um guião bom e original mas eu tinha ouvido falar tão bem, mas tão bem do filme, que esperava algo fora de série. Não aconteceu. 
A história começa com o desaparecimento de uma mulher no dia em que ela e o marido comemoravam 5 anos de casamento. A polícia começa imediatamente a investigar o desaparecimento e, logo a partir do primeiro dia de investigação, têm lugar uma série de acontecimentos e revelações que nunca deixam de surpreender.
É um filme muito interessante e totalmente recomendável para qualquer pessoa. Peca apenas por ter algumas personagens e situações demasiado previsíveis e marcadas por algum preconceito. 
Se não tivesse expetativas nenhumas ia, sem dúvida, gostar muito mais deste filme.


12/11/2014

Bullhead


Pertenço a um grupo de cinema no Facebook onde vou buscar muitas sugestões excelentes.
Antes, quando não existia Google, chats e Facebook, tinha a sorte de alugar os filmes num clube de vídeo que tinha um funcionário apaixonado por cinema. Graças a ele vi muito bons filmes.
Hoje, tenho o grupo de cinema que me fez ver o "Bullhead".
É a história de Jacky, um jovem criador de gado a quem fazem uma proposta de negócios obscura. Esta situação faz com que o protagonista reencontre um antigo amigo, alguém que testemunhou um episódio da infância de Jacky, em que ele sofreu um ato de bullying de extrema violência que o obriga a injetar testosterona durante toda a vida. Este facto, aliado ao grande trauma que sofreu, vai condicionar-lhe a personalidade e a vida para sempre.
É um filme belga, dramático e cru, centrado numa história de vida forte e sombria. 
Gostei muito.

12/10/2014

Hoje começo a dieta... pela milésima vez.

Já iniciei e desisti de dietas vezes sem conta. Ou porque me apetece comer um doce e, depois de o fazer, desmotivo o resto da semana; ou porque me dá um ataque de gula e como todo o pão que encontrar em casa e arredores; ou porque tenho um jantar de pizza e perdida por cem, perdida por mil; motivos para abandonar uma dieta não faltam. E ainda faltam menos motivos para a começar de novo.
De modo que hoje comecei a dieta com um extra: a prática diária de Falun Dafa, uma espécie de Chi Kung que, supostamente, me vai deixar novinha em folha (física e psicologicamente). Há de se ouvir falar.
Para já, estou a aguentar-me. Acabei de fazer o lanche de nozes e gelatina e já fiz os exercícios de Falun Dafa. 
Vou dando notícias sobre este assunto.