Nunca tinha ouvido falar deste por isso
não tinha qualquer tipo de expetativa.
O filme é interessante e repleto de
suspense do inicio ao fim. A forma como é filmado, o argumento e a fluidez dos
diálogos são fenomenais. O suspense esteve sempre presente numa produção tão
simples que fazia lembrar o "Atividade Paranormal".
Num jantar entre oito amigos, começa-se a
falar de um cometa que está a passar próximo da Terra e de que forma isso pode
desencadear comportamentos estranhos nas pessoas. Uma das mulheres do grupo
"inventou" um tónico especial que contem, entre outras coisas,
ketamina, um anestesiante de cavalos também usado pelos humanos como droga e
que causa alucinações e paranoia. As conversas começam a ficar mais estranhas e
acontecimentos inusitados entram em cena. A partir daqui o suspense, que sempre
esteve instalado graças aos magníficos planos, enche a tela até ao fim do filme
sem deixar lugar a um único segundo de aborrecimento.
Magnífico argumento e realização.
É, sem dúvida, um dos melhores filmes que
vi nos últimos tempos. Simples e fabuloso, mesmo como eu gosto.
Um dos meus objetivos de vida, neste momento, é ver um filme por semana mas algo me diz que esta semana não vou ver nenhum...
Na semana passada vi o Boyhood, escolha do Milton. Na verdade eu também queria ver o filme, mais por curiosidade, por ter sido filmado durante 12 anos sempre com os mesmos atores, o que é uma coisa interessante e meio "épica". As filmagens começaram em julho de 2002 e acabaram em outubro de 2013. Foram no total, 39 dias de filmagem numa produção de 4.200 dias. O elenco reuniu-se durante 3 a 4 dias por ano para filmar.
Para tamanho esforço de produção, esperava uma história um bocadinho mais saborosa.
O filme segue a vida de um rapaz, dos 6 aos 18 anos, retratando os momentos mais marcantes da sua juventude. As interpretações, não sendo divinais, estão ok e os diálogos são bonzinhos (muito ao género da triologia: "Before Sunrise", "Before Sunset" e "Before Midnight" do mesmo diretor, Richard Linklater.
A questão é não existe nenhuma verdadeira problemática na história, nenhum momento intenso, dramático ou emocionante. Parece que pegaram nas partes mais chatas da juventude de um rapaz e fizeram um filme com elas. Nada se passa ali de interessante, o filme é um conjunto de banalidades corriqueiras na vida de um rapaz filho de pais separados e que até leva a coisa "na boa".
Qualquer pessoa normal teve uma juventude muito mais sumarenta que aquele rapaz. Credo, até me custa a acreditar que exista mesmo alguém com uma história de vida tão sonsa.
Não posso dizer que tenha odiado o filme mas, de facto, não percebo o porquê de tanta notoriedade.
A noite não estava a ser fácil para o vinil. A bebé acordava de hora a hora desde as 2h da manhã. Já lhe tinha dado papa, já a tinha embalado, já tinha feito o pino e ela continuava a acordar.
Eu encontrava-me especialmente encalorada nessa noite. Aquele edredão de aquecimento estava a fazer-me suar a pele e os ossos, de modo que não conseguia parar de me mexer: ora tirando o edredão porque estava a derreter de calor, ora voltando a puxá-lo porque afinal já estava a ficar frescote.
O vinil estava que não podia e uma dor miudinha começava a crescer no seu cérebro que, já há algumas horas estava feito em gelatina (gelatina mole, daquelas que esquecenmos de por no frigorifico) .
Sucede que, justamente quando o vinil estava a ruminar este sentimento de absorção ao contrário, o gato lembra-se de iniciar a sua irritante mania noturna de trepar por nós acima e acomodar-se mesmo em cima da nossa cara. De modo que quando se encostou ao nariz do vinil, ele encontrou ali uma excelente oportunidade de desanuviar um bocadinho: aplicando uma valente bofetada no gato que o fez chiar e voar para os pés da cama em menos de meio segundo.
Na impossibilidade de descarregar a sua frustação nas verdadeiras causadoras da mesma, sobrou para o gato.
Eis um filme baseado num conto de fadas clássico que vou querer ver com a minha filha.
Gostei muito!
Esta moda de reinventar os contos de fadas e torná-los mais atuais é uma coisa muito inteligente.
Maleficent é muito interessante desde o inicio. Os cenários são bons, o argumento simples mas interessante, e a escolha da Angelina Jolie para interpretar a infame fada má foi brilhante, o papel assenta-lhe que nem uma luva.
Claro que é um filme para crianças e bastante comercial mas, a volta que deram à história é tão mas tão engraçada, que acho que qualquer pessoa (do sexo feminino pelo menos) vai gostar.
Vou começar a fazer uma lista de filmes "mais familiares" e este vai para o topo.
Comecei, hoje, a ler mais um livro sobre a cultura em geral.
É impressionante, pelo menos para mim, como a parte emocional do homem se sobrepõe sempre à racional. Por mais conhecimentos que tenhamos sobre a natureza, as formas de governação, a tecnologia, a arte, entre outras coisas, não nos tornamos melhores. Mesmo que tenhamos todo o conhecimento necessário para nos tornarmos a nós e ao mundo melhores, não o fazemos. Porquê?
Porque somos burros? Maus?
Acho que é mesmo porque não conseguimos. Não dá.
Existe, na história do mundo, um conjunto de iluminados que, a seu tempo, foram devidamente eliminados por terem ideias que colocavam em causa a ordem vigente das coisas. E sempre será assim.
Da história, se há algo que podemos aprender e praticar logo de seguida, é a não sermos iluminados. Vá, aprender a estar quieto. E calado. Assim como se nem estivessemos ali. Isso sim, é uma boa coisa para praticar. Neste mundo chama-se sobrevivência.
Acabei de verestevídeo sobre as condições de
trabalho dos Eurodeputados. Parece que, na generalidade, trabalham pouco,
ganham muito e têm um sem fim de perniciosas regalias. Um dos eurodeputados
desbobinou, de forma clara e crua, todas as disparidades entre um cidadão comum,
que ganha pouco e contribui muito, e os favorecidos eurodeputados, semelhantes
aos nobres da idade média, que viviam luxuosamente enquanto o povo,
principal força de trabalho que alimentava o sistema, morria de fome.
Mas, o que me espanta, hoje, não é o facto
dos eurodeputados terem os privilégios que têm, enquanto ao nosso lado, pessoas
outrora pertencentes a uma classe média, não conseguem suprir necessidades tão
básicas como a de comer. O que me choca é o facto da maior parte das pessoas,
nos comentários ao vídeo, desferirem impropérios contra esta classe eleita por
nós, chamando-os de pessoas sem princípios, nojentos, ladrões, chulos,
ardilosos patifes dignos da cadeira elétrica.
Estes pensamentos espantam-me. Esta
violência choca-me. Mas não devia surpreender-me tanto. A minha surpresa é um
sinal claro da minha ingenuidade e idiotice. Ainda acredito que o homem tem a
capacidade e a vontade de raciocinar e ter um pensamento critico sobre os
acontecimentos e sobre ele próprio. Não tem. Em geral não tem essa capacidade
ou não quer ter. Parece-me que estamos condenados, para todo o sempre, a
cometer os mesmos erros.
Mas alguém acredita mesmo que os
eurodeputados são o mal do mundo? Que são diferentes de nós? Que a maior parte
de nós, estando no lugar deles, recusaríamos tudo, e vínhamos para casa voltar
a ser um trabalhador comum, que deixa uma gorda fatia do ordenado em
contribuições para que uns poucos vivam tão bem e tantos pior que mal?
Meus semelhantes, perniciosos não são
alguns homens, pernicioso é o Homem, perniciosa é a natureza humana. Somos
todos muito parecidos e, os que ousam ser diferentes, estão condenados neste
mundo: são os lunáticos, os com a mania que são estranhos, mais comummente
chamados de tolos.
O privilegiado e o miserável vivem em cada
um de nós e, havendo oportunidade, cada um deles revelar-se-á com energia e
animo.
Se estamos descontentes e queremos mudar o
mundo, não adianta querer acabar uma coisa para a substituir por outra igual. Comecemos
por olhar para nós, comecemos por nos conhecer melhor e, se quisermos mesmo
alterar o mundo, que alteremos os nossos comportamentos nas pequenas coisas,
que deixemos de lado as pequenas indignidades que cometemos todos os dias para
ter mais um tostão que o nosso semelhante, que deixemos de passar pelos que têm
menos que nós como se fossem menos que uma estátua feia, que deixemos de
invejar os que têm mais, como se isso fosse uma blasfémia, comecemos por usar a
cabeça e questionar o que realmente andamos aqui a fazer e de que forma contribuimos
para manter este sistema de que tanto nos queixamos. Que deixemos de ser, nas
pequenas coisas, os macacos amestrados deste sistema. Porque contribuimos para
isto, e muito. Porque, na verdade, a maior parte de nós queria ser um deles. Porque, a maior parte de nós que se une para maldizer esta classe fica impávido
e sereno quando deve agir. Isto é o que nós somos. :)
Queremos mudar? Então comecemos por nos
colocar no lugar dos outros sempre que interagimos com eles. Antes de cada atitude e de cada
palavra, comecemos a pensar o que daí vem para o mundo. Antes de cada sim, de
cada não e de cada silêncio, pensemos bem se o que estamos a fazer vai deixar
um mundo melhor aos nossos filhos. Chamar nojentas a estas pessoas nas Redes
Sociais vai melhorar o mundo? Se calhar não. Ter atitudes mais dignas todos os
dias seja com quem for? É capaz. Falar na altura certa e ter atitudes, de
facto, quando é necessário? Também.