8/30/2014

Coisas que nunca tenho em casa #1



Aperitivos Salgados

Gosto, e muito, de comer uns doritos e beber uma cerveja fresquinha em frente à televisão, mas há muito tempo que larguei este hábito perniciosíssimo.
Cá em casa, já não entram lays, doritos e todos os seus primos.










Salsichas

Não usamos para cozinhar e também não gosto especialmente do sabor. Não gosto de cachorros quentes, nem de folhado de salsicha. Na verdade, acho que é um alimento um bocado bizarro, demasiado processado, tipo esponjinha salgada.








Rissóis, Croquetes e afins
Gosto e acho prático para fazer uma refeição rápida, mas não tenho fritadeira e não me tem feito falta. Consta que também não são das coisas mais saudáveis, por isso vou manter-me assim.









Leite achocolatado
Costumava ter para levar para o trabalho, não para consumir em casa. Entretanto começaram a incomodar-me os intestinos (se é que me entendem) e deixei de consumir. Opto pelos iogurtes.










Sumos e Refrigerantes

Nunca bebi sumos à refeição. Só bebia mesmo em festas ou jantares em casa de outras pessoas. Agora nem isso. Nada de Ice Tea, Colas ou mesmo aqueles sumos 100% fruta ou com antioxidantes. Não me cai bem, não sei porquê. Se tenho sede bebo água, se quero algo mais que seja com álcool.

8/27/2014

3 sobremesas de que não gosto

É muito complicado encontrar algo de que não goste. Não sou mesmo nada esquisita com comida, principalmente doces mas, a muito custo, lá encontrei 3 coisas doces que não consigo mesmo comer.


Baba de Camelo.
Lembram-se dos filmes do Conan protagonizados pelo Arnold Schwarzenegger? Lembram-se de uma cena em que ele dá um murro no queixo de um camelo que o babou todo? Pois... essa cena não me sai da cabeça e, quando penso em baba de camelo ou quando visiono essa sobremesa, só consigo pensar que é mesmo semelhante à "verdadeira baba de camelo". Não consigo mesmo comer uma sobremesa com aquela consistência mole e com aquele nome. Até a mousse de chocolate não consigo comer tão "molinha".
Não dá. Dá-me vómitos mesmo.







Ovos moles.
Não aprecio doces com sabor a gemas e nunca consegui comer gemadas nem ovos moles. É mesmo
daquelas coisas que não vão de maneira nenhuma.











Suspiros.
Outra coisa que acho intragável. Muito doce e cola-se aos dentes. Aquilo parece-me quase açúcar puro, de modo que não me apraz.







8/25/2014

Coisas que me afligem

Precisar de comprar coisas para rechear um pequeno lar e, cada vez que entro numa superfície comercial da especialidade, parece que entrei numa loja vintage de mau gosto (assim numa abordagem mais simpática da coisa) ou num freak show da Idade Média (numa abordagem mais realista da coisa).

E passo a anunciar os vencedores nas categorias dos bibelots mais bizarros:





Segundo lugar 

Molduras para exibir jóias na parede.
Nem sabia que este esplêndido e utilíssimo objeto existia.
Agora que sei vou já encomendar uma meia dúzia, para pôr na sala de jantar com as minhas jóias mais caras. Assim, quando alguém vier cá a casa, saberá com que nível de pessoa está a lidar.






Primeiro lugar

Uma caveira de vaca prateada.
Outro fantástico objeto para embelezar o lar.
Para colocar onde... Hm... Já sei! Fica lindamente junto à cabeça de Alce embalsamada que tenho em cima da lareira.


8/20/2014

Amesterdão - As Saudades

O cheiro quente e forte do chá de rooibos transporta-me imediatamente para o coração de Amesterdão. Passei os dias a beber este peculiar líquido, nas maiores canecas que encontrava nos armários do pequeno apartamento que estávamos a alugar.

Os cheiros e os sabores sempre tiveram, em mim, o fantástico efeito de alterar o tempo e o espaço, transportando-me para as minhas memórias, de uma forma tão vívida, que chegam a competir com a realidade.


Ficaram as saudades:

Das manhãs em que nos levantávamos cedo e, a caminho de um item da nossa extensa lista de sítios a visitar, parávamos para tomar café, sempre acompanhado de uma deliciosa bolachinha de manteiga e canela. Comia a minha, a do vinil, e acho que comia depois a da Sara e a do Bruno. :P

De respirar naquelas ruas ladeadas de maravilhosas casinhas típicas, com uma arquitetura de cidade de bonecas vintage, atravessada por dezenas de canais, emoldurados com centenas de bicicletas.

De me espantar com a quantidade de pessoas que circulam a grande velocidade, cabeças loiras em cima das suas bicicletas, com bebés de meses, duas ou três crianças à boleia, grades de cervejas debaixo dos braços, chapéus de chuva abertos, e vários sacos de compras. Todos sem capacete. Que espanto!

Das escadas verdadeiramente íngremes, do último andar de um prédio no centro histórico de Amesterdão, que subia e descia todos os dias com uma alegria indescritível. Do pequeno espelho, colado dentro na porta de entrada, onde nos "arranjávamos" antes de sair. Da mesa onde partilhámos refeições compostas com os fantásticos ingredientes que comprávamos, num grande supermercado, a dois quarteirões de casa. Era tudo tão bom, bonito e barato, que trouxe um balde de tomates cherry para casa (Sim, às vezes sou acometida por estas loucuras de gaja. Ah e tal, recuerdos de Amesterdão que tenhas trazido? O íman de frigorífico do costume e um balde de tomates.)! Bem, trouxe também um poster giríssimo que exibo, orgulhosamente, na parede da sala.

Saudades da chuva boa que se fez sentir muitas vezes, e que emprestou um ambiente ainda mais aconchegante e familiar àqueles dias.

Das corridas aos museus. Do contentamento infantil que senti no museu da cerveja. Dos filmes realizados pela minha imaginação, quando visitei a casa no barco, a casa de Rembrandt ou a casa típica de um burguês holandês do século XIX. Da comoção que senti em cada passo que dava na casa de Anne Frank, de como a minha imaginação se materializava naquelas paredes, ainda cobertas com as fotografias de estrelas de cinema, que a própria Anne ali colou para embelezar um pouco aquela casa/ cativeiro.

Dos passeios diurnos e noturnos pela Red Light Distrit: colorida e carismática como a tinha imaginado. De como achei as senhoras das montras bonitas e arranjadas.

Do sabor das cervejas verdadeiramente boas que se vendiam em qualquer bar, e que em Portugal são extremamente caras.

Dos mercados onde comia pernas de frango assado com molho de manteiga de amendoim, enquanto procurava ofertas para os familiares entre as várias barraquinhas que vendiam de tudo, desde roupas estrambólicas a objetos de utilidade duvidosa.

Passei os dias alienada do facto de não ser ali a minha casa.
Tenho esta coisa estranha que se apodera de mim sempre que gosto mesmo muito de um sítio: sinto-me mais em casa do que na minha própria casa, instalo ali a alma e crio memórias e um passado cheio de acontecimentos que, na verdade, nunca tiveram lugar.

Saudades daquele lugar feliz e sereno.























8/18/2014

Coisas que o Miguel Sousa Tavares diz


Sempre achei piada ao Miguel Sousa Tavares e à forma "desbocada"como ele diz as coisas.
Como é evidente, não concordo com muito do que ele afirma, nem o considero um guru de sabedoria, mas identifico-me com ele em muitos aspetos e acho que tem uma personalidade verdadeiramente interessante.

Quanto ao "Alta Definição" não é, nem de longe nem de perto, a minha forma de entretenimento preferida mas, cruzei-me com o programa sobre o Miguel Sousa Tavares no Youtube e decidi ver. Não é que gostei?

Vejamos o que ele diz:

Sobre o tabaco
"Eu controlo aquilo que fumo até às 9h30 da noite e a partir daí perco o controlo.
O meu cérebro está preparado para disparar com nicotina.
Quando mudei da escrita manual para o computador, achei que ia fumar muito menos porque ia ter as duas mãos ocupadas. É mentira. O que acontece é que o meu computador está sempre ocupado com cinza, mais nada."

Sobre o Facebook
"Detesto expor a minha vida a outras pessoas e a pior coisa, para mim, seria ter 5000 amigos. Eu não tenho 5000 amigos, de facto. Nem queria ter. Tomara eu ter 50 verdadeiros amigos, aqueles a quem eu confesso as coisas que as outras pessoas confessam a 5000 no Facebook.
Tenho visto coisas que me arrepiam, como estar à conversa num grupo de amigos, e estar lá alguém ansioso para ir para casa, para o Facebook. Acho que isso é a inversão da vida e algo demencial e assustador."

Sobre o que as pessoas pensam de si
"As pessoas têm de mim uma imagem de pessoa zangada. Essa imagem é falsa. Adoro viver e adoro a vida que tenho. Tiro todo o partido das coisas boas da vida.
Fiz todas as coisas que queria fazer, o que também quer dizer que não sonhei para além daquilo que era possível.
Devia ter vergonha de dizer isto. Hoje em dia declarar-se feliz, satisfeito e com os sonhos todos
cumpridos parece provocatório."

Sobre o seu maior desejo
"O que eu mais queria na vida era ser livre.
Não há ninguém que possa dizer o que é que eu vou fazer e o que é que eu não vou fazer.
Não há nada a que eu aspire, nenhum cargo ou bem material, nenhuma fortuna que queira ganhar, negócio que queira fazer.
Eu faço as três coisas que mais gosto (ler, escrever e pensar) e ainda me pagam para isso. Isso é o cúmulo da liberdade, não troco isso por nada."

Sobre os outros
"É preferível pessoas com mau feitio e bom caráter.
Estou farto de pessoas com bom feitio e mau caráter.
O bom feitio é uma coisa muito perigosa.

Sobre as coisas que não se lhe apresentam aprazíveis
"Detesto música quando música não é o principal do que está a acontecer.
Detesto que as dores de dentes só aconteçam à sexta-feira de noite, que é quando o dentista está fechado.
Detesto que me toquem à campainha quando não me apetece ir à porta.
Detesto que me telefonem, sobretudo para casa.
Não gosto do medo, de terramotos, não gosto de aviões, não gosto de perder tempo, não gosto de coisas inúteis e gente estúpida."

Sobre o facto de agradar às senhoras
"Digamos que, se cada homem tem uma quota de mulheres que se apaixonaram por eles ao longo da vida, talvez eu esteja acima da quota. É sempre melhor saber que gostam de nós do que não gostam. Estou como o outro, mais vale jovem, bonito e saudável do que pobre, feio e velho."

Sobre inspiração
"Gosto muito de vestir um casaco especial que tenho, de malha , que acho que me inspira para escrever."

Sobre a sua educação
"Em tudo o que era essencial e não acessório, eu tive a educação certa.
O desejo de ser livre é uma coisa que aprendi com o meu pai de uma forma tão intensa que nunca mais me passou, inclusive quando me revoltava contra ele, em nome da educação que ele me tinha dado.
Acho que os meus pais viram o essencial que gostariam de ter visto de de mim e de qualquer outro filho. Viram que ele sabia fazer-se à vida, tinha a capacidade de ser livre, tinha a capacidade de abrir caminho e que tinha herdado os valores que tinham sido transmitidos.

Sobre os brasileiros
A alegria dos brasileiros é uma coisa contagiante. Às vezes, quando estou a passear no calçadão do Rio de Janeiro, ao cair da noite, fico impressionado com a quantidade de gente que salta para a praia para jogar futebol, para fazer uma batucada, para se sentar na esplanada a beber copos. É uma coisa extraordinária! Eu gostava de ser assim, porque eu não sou. Eu sou português, taciturno e pessimista em relação ao que vai acontecer com o meu país.

Sobre a mãe
"Quem quer que tenha lido a poesia da minha mãe sabe que ela era uma pessoa apaixonada pela vida, como eu sou. Pelas coisas mais banais como um bom peixe, um jardim ao luar. E, dessas coisas, foi ela que me ensinou a gostar. Por isso, cada vez que eu me deparo com a beleza das coisas, lembro-me dela."


8/12/2014

Coisas que não podem faltar cá em casa #2





Maçãs.
Como 2 ou 3 peças de fruta todos os dias, por isso tenho sempre fruta em casa. Normalmente tenho maçãs e fruta de época, que é mais saborosa e mais barata. Gosto de maçãs desde pequena, apesar de me dizerem que é uma fruta com pouca piada. :) É prática para transportar, come-se com casca, é muito saudável e ótima para fazer sobremesas.

Canela.
É o meu sabor preferido de todos os tempos (apesar de alguns "acidentes" com Gold Strike quase colocarem isso em causa). Uso todos os dias nas papas de aveia, ao pequeno almoço e, sempre que possível, adiciono aos doces e sobremesas (embora coma cada vez menos doces). Fica bem com iogurte, com banana, com maçã, com leite, com gelado, com quase todos os tipos de bolos, enfim... até na feijoada é capaz de ficar bem.




Linhaça Dourada.
Também uso todos os dias nas papas de aveia. Antes, colocava na sopa ou no iogurte mas sentia demasiado o sabor que, não sendo horrível, também não se pode chamar de agradável. É excelente para o transito intestinal (o melhor que já experimentei para esse efeito) e parece que é bastante saudável. Li algures que a linhaça dourada é melhor que a castanha por isso uso sempre a dourada.









Gelatina.
Como sou uma gulosa inveterada e já não posso comer doces regularmente, uso gelatina sem açúcar para enganar a vontade o que, no verão, funciona muito bem. Ainda só encontrei nos sabores de ananás e morango na versão sem açúcar mas, quase de certeza, devem existir outros sabores. Tenho uns 10 pacotes na despensa.













Adoçante Stevia.

Não uso açúcar em nada que seja para mim e, antes de me decidir pelo adoçante, pesquisei bastante. Pelo que li o mais saudável é à base de stevia, uma planta com uma capacidade adoçante muito superior à do açúcar e sem nenhum dos seus efeitos perniciosos. A única coisa menos boa deste adoçante é mesmo o preço.

8/11/2014