6/29/2014

300: Rise of an Empire - (Ainda bem que não fui ao cinema )




Andava ansiosa para que saísse o "300: Rise of an Empire", queria ir ver ao cinema e tudo.
Gostei imenso do antecessor "300", filme que vi várias vezes, por isso estava bastante entusiasmada com este.
Que desilusão! A única coisa que se manteve interessante foi a fotografia porque, o resto, dos personagens à história, foi muito insuficiente. O filme teve um ritmo estranho, demasiadas lutas e cenas de ação desprovidas de beleza e de sentido. Não gostei mesmo nada. Posso afirmar que este filme não se compara minimamente com o outro.

A história é engraçada e os personagens novos poderiam ser bastante cativantes mas, a forma como são apresentados na história é muito superficial, destituída da sensíbilidade artística com que fomos brindados no primeiro filme.

Custa-me a acreditar que tenham alguns dos mesmos escritores do "300": Zack Snyder, Kurt Johnstad e Frank Miller. Se calhar, os dois que faltam neste filme (Michael Gordon e Lynn Varley) é que fizeram o trabalho melhor no "300". Ou então é porque o realizador foi Noam Murro em vez de Zack Snyder.

Bem bom que não fui gastar dinheiro ao cinema. Agora que estou de dieta, nem teria as pipocas para consolo.

Como diz o vinil, temos vários tipos de filmes de continução: as sequelas, as prequelas e as balelas. Este é, decisivamente, do último tipo.

6/27/2014

6/26/2014

A motivação de ontem para correr

E andava eu, ontem, ainda antes das 7h00 da manhã, na corridinha do costume, já naquela volta que não apetece nada fazer, toda moída e cheia de fome (nota mental para nunca mais comer apenas um pêssego antes de correr... pelo menos um iogurte e um pêssego), quando me deparo com dois cães jovens a meio do caminho. Pareceram-me cães de fila, irmãos e perdidos. Tentei contorná-los e tal, mas eles não se deixaram enganar e dirigiram-se a mim todos entusiasmados.

O que vale é que não tenho medo de animais (excepto de baratas e outros insetos igualmente repugnantes, ratos e cobras) e mantive-me relativamente calma enquanto eles saltavam para cima de mim com umas patas enormes, me lambiam as mãos e davam mordidas na brincadeira. O problema é que eles eram muito fortes e, ao saltarem para brincar, tocavam-me na barriga e nos braços com as patas e magoavam mesmo. Já um bocadinho sem saber o que fazer, desatei a correr (na verdade era o que devia estar a fazer) e eles lá vieram atrás de mim. A meio desta corrida, com companhia indesejada, ainda apanhei uns sustos com os cães a atravessarem a estrada com carros a passar, tendo que pedir aos carros que parassem para eles passarem. Enfim...

Assim que os vi entretidos numa curva: pernas para que vos quero... foi acelerar em corrida rua acima. Isso é que foi! Qual cansaço qual quê!

Julgo que os despistei, mas depois fiquei preocupada. Espero que não tenham sido atropelados. Ainda pensei em trazê-los para o quintal e tentar localizar os donos, mas o meu (já bastante traumatizado) gato era capaz de não achar piada a essa situação.

Resultado deste encontro com os cãezinhos: duas grandes arranhadelas na barriga, uma no braço e um buraco na camisola.


6/25/2014

Viagens #2 - O que gostei mais de fazer em São Francisco

Caminhar sozinha. Enquanto o vinil assistia às conferências do wwdc, eu passeava a pé pela cidade. Percorri as colinas, li o "Cemitério de Pianos" de José Luís Peixoto, em algumas das (muitas) zonas verdes da cidade onde as pessoas faziam piqueniques, jogavam futebol, faziam yoga e apanhavam sol de biquíni.
Não há nada como caminhar sozinha por uma cidade desconhecida. As sensações que se conseguem, quando não existem outros focos de atenção entre nós e o nosso objeto de observação, são únicas!

Assistir ao concerto dos "The Jesus and Mary Chain" no Fillmore, um espaço de espetáculos histórico, onde tocaram as bandas de rock alternativo mais interessantes do mundo ou, pelo menos, todas os que eu gostaria de ter visto ao vivo. O ambiente daquele lugar é extraordinário, as paredes estão recheadas de cima a baixo com cartazes psicadélicos de todas as bandas que ali foram tocando durante décadas. Trouxe o meu próprio cartaz do concerto, que está emoldurado na parede de casa.

Ser constantemente abordada na rua por desconhecidos e não me importar com isso. As pessoas abordavam-nos várias vezes, para perguntar de onde éramos, e ficavam sempre muito surpreendidas por virmos de tão longe. O vinil foi abordado por um homem que lhe disse que tinha uma barba fantástica (estávamos perto do Castro mas acho que o interesse do senhor, que também tinha barba, era mesmo estético)!

Passear pelo Castro e encontrar dois homens completamente nús (excepto pela mala de senhora que tinham no braço), com um ar normalíssimo e, praticamente ninguém estar a olhar para eles com um ar chocado ou admirado.

Passar um dia inteiro num grande parque de diversões. Aqui passei alguns dos maiores sustos da minha vida, e não estou a referir-me às montanhas russas que me fizeram colar o estômago ao cérebro várias vezes. O parque temático ficava a cerca de uma hora de distância de São Francisco e, no caminho para lá, foi possível ver um pouco do que é a América fora das grandes cidades. Não é bonita. Nada. É muito assustadora. Sobre isso falarei num outro texto, mas devo dizer que não me vejo a passar pelos mesmos locais por onde passei. De qualquer forma, valeu muito a pena e divertimo-nos como crianças no parque de diversões.

Subir as colinas da cidade, de noite, nos famosos "cable cars" de São Francisco, uma espécie de elétricos como os de Lisboa, mas puxados por cabos (em vez de eletricidade). Existem desde 1873 e são uma das principais atrações turísticas de São Francisco, sendo os únicos transportes públicso do mundo com o sistema de cabos subterrâneos.

Cheirar o ar das ruas, das livrarias, dos cafés, das lojas e de todo o lado. Cada rua, cada bairro e cada canto de São Francisco conta-nos uma história diferente, é impossível não sentir no ar a história das pessoas que por ali passaram nas décadas anteriores. Entrei numa livraria espetacular, enorme e com um ar muito antigo, que tinha uma zona bastante extensa só sobre o movimento gay em São Francisco. Fiquei ali uns bons tempos a explorar aqueles livros magníficos. Existiam outras livrarias só sobre o movimento anárquico e uma série de outros temas. O cheiro dos livros é viciante e uma autêntica máquina do tempo.

Entrar em todas as lojas da Forever 21 e de roupa em segunda-mão que encontrei. Era capaz de passar dias inteiros só as explorar as lojas de roupa vintage.

Claro que visitámos museus e fomos a alguns dos pontos turísticos mais relevantes da cidade, mas dispensámos muitos outros e, aquilo de que gostei mesmo, foi de sentir o quotidiano de São Francisco. É isso que procuro quando viajo, absorver um pouco do carisma único do sítio onde estou, e isso só se consegue nas suas ruas.

Seguem algumas fotos:






  












6/23/2014

Como gosto de passar o meu rico tempinho #2


Ontem foi dia de voltar à temática das pinturas.
O tempo estava um bocadinho ranhoso para sair, não tinha nada por ali além para fazer de lides domésticas, cá em casa o pessoal resolveu todo dormir a sesta, então decidi que era uma excelente altura para agarrar nos pincéis e dar uso a uma das telas que estão a ganhar pó no escritório.
Ainda pensei em algo mais abstrato e colorido, mas depois deu-me para uma coisa mais pop.
Eis o esboço do que pode ser mais um quadro para embelezar a parede da sala.

6/22/2014

Conversas matinais #1



Eu pelas 08h00 (depois da corrida):
"Já acordado! Que tal uma corridinha pela manhã?"

Ele:
"Não. Estou muito ensonado ainda. Só consigo correr quando estou mais enérgico."

Ele, passados 10 minutos:
"Elá, este café é mesmo forte! Estão-se-me a vir as energia todas."

Passados mais 10 minutos, ele continua com o rabo colado no sofá, e os dedos colados no iPad.

6/19/2014

Dia de pesagem #2


Ontem, quinta-feira, foi dia de pesagem e... voilá 53,8 kg.
Recuperei, finalmente, o peso mais baixo que tive depois da gravidez. Sim, porque depois de perder os 9 kg que tinha ganho, voltei a engordar...

A minha próxima meta é chegar aos 52 kg, que é um peso bom para os meus 1,60 metros.

Algumas notas sobre esta pesagem:

- Fiz, desde a semana passada, alguns ajustes na dieta e no exercício físico. De acordo com os conselhos de uma amiga, deixei de comer pão ou aveia ao lanche. Agora só de manhã ou ao almoço.
Para além de correr 3 vezes por semana, passei a fazer este exercício também 3 vezes por semana. No dia que sobra faço este exercício de yoga. Os exercícios abdominais faço apenas nos dias de yoga e de corrida.

- Como doces de vez em quando, mais ou menos uma vez por semana. Não é nada de especial: uma fatia de bolo aqui, um bavaroise de chocolate e natas ali, e um corneto de morango acolá.
Para além do peso, preocupa-me a hiperglicemia, por isso já não como doces "à maluca" como fazia antes. Sempre que como doces tento comer frutos secos também. Diz-se que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue.
Também "ataco o pão" de quando em vez, mas só pela hora de almoço. Geralmente é quando vou almoçar fora. Agarro-me ao cesto do pão e ao queijo, e devoro 3 ou 4 fatias num piscar de olhos. Vou tentar evitar.

- Ando a pé sempre que possível. Uma vez que vivo relativamente perto da baixa de Ponta Delgada, faço a minha vida quase toda a pé. Sempre são mais de 30 minutos a andar.

- Sinto-me cada vez mais motivada para adoptar este modo de vida - entenda-se fazer exercício físico todos os dias- para sempre. Não só para manter o peso mas, sobretudo, porque me deixa cheia de energia durante todo o dia. Faz uma diferença gigante na minha disposição. Nunca mais me senti preguiçosa e cansada.  Continuo a não gostar de me exercitar  mas já não posso dizer que detesto. Os resultados compensam grandemente o sacrifício.

Não sei se vou fazer muita coisa diferente esta semana mas, para a semana cá estarei outra vez para falar do resultado da pesagem.

Escrever sobre isto motiva-me mesmo pá! Sinto-me assim... comprometida.