6/16/2014

6/14/2014

Coisas de gente doida


Pois é. Mais um sábado em que, às 7 da manhã, já estava fora da cama e cheia de força para suar um bocadinho.

Quanto à balança, diz-me o mesmo há mais de 3 semanas. 54,3 Kg.

Parece que vou experimentar uma coisa que se chama T25, um programa intensivo de 25 minutos que, supostamente, faz derreter a gordura do corpo.

6/12/2014

A minha profissão é escrever. Mas não sou jornalista. Ainda bem.


A notícia é esta. Diz que a empresa Controlinveste, detentora do DN, JN, TSF e O JOGO, vai proceder ao despedimento coletivo de 160 trabalhadores.

Não sou jornalista, mas podia ser. Não digo que quisesse ser, nem que não quisesse.  O facto é que desisti facilmente de entrar num mercado de trabalho que, quando acabei o curso de Comunicação Social há mais de 10 anos, já era muito pouco recomendável.

Gostei muito do curso, fez-me ter experiência incríveis e crescer muito como pessoa. Aprendi a ser mais independente e autónoma e, sobretudo, a desconstruir os factos, as situações e as realidades, de maneira a voltar a construir essas realidades de uma forma objetiva e interessante. Gostava mesmo muito disso mas, a realidade dos media, apresentou-se-me rapidamente como algo bem distinto da ideia romântica que tinha. Percebi que a maior parte das empresas vivia de estagiários que trabalhavam de graça.

Escrevi menos do que podia mas mais do que devia. Gratuitamente. Até me fartar. Podia dizer que não tinha andado a queimar pestanas durante 5 anos  para trabalhar gratuitamente para grandes ou pequenas empresas, que não iria vender o que fazia de melhor por tão pouco mas, a verdade é que como ser humano normal que sou, (apesar de estar sempre de dieta) também preciso de comer. De modo que tratei de arranjar um trabalho que me pusesse dinheiro na conta ao final de cada mês. Trabalhei numa loja de roupa, num Call Center e numa empresa de Recursos Humanos até conseguir, finalmente, trabalhar em comunicação... empresarial. Assim como assim, o jornalista trabalha, sempre  muitas vezes, sujeito aos interesses do poder económico da empresa que detém o jornal onde escreve, por isso, é mais honesto fazer comunicação empresarial de vez.

Gosto do que faço. Gosto muito.

Mas também gostei de ter querido ser jornalista. Esse desejo ensinou-me a escrever, a pensar de forma critica, e a reconhecer a informação manipulada que passa todos os dias nos media. Querer ser jornalista abriu-me uma série de portas de perceção da realidade.  Todavia, ainda bem que não segui essa profissão.

Escrevo o que quero neste blog. Chega-me. Nos tempos que correm é a melhor opção. Bem bom que ela existe. Aliadas a esta opção vêm vantagens de uma liberdade relativa e o facto de escrever, ainda que gratuitamente, para mim mesma e não para outros.

E ser jornalista, hoje, é isto. É ser blogger. A possibilidade está ao alcance de qualquer um. O que se faz com ela, é outra coisa.

No entanto, ser jornalista por conta de outrem... ainda bem que não sou.


6/11/2014

Coisas que não podem faltar cá em casa #1



Chás.
De vários sabores, sem cafeína e sem açúcar. Prefiro os Lipton, em forma de pirâmide ou os que vêm em saquinhos, só com as folhas secas.
Sou viciada em chás desde que me lembro. Adoro beber chá todo o dia e durante todo o ano, mesmo no verão. Quando era pequena colocava um pacote de bolachas Maria em frente à caneca e molhava as bolachas no chá antes de as comer, até devorar metade do pacote. Era dos meus lanches preferidos.





Flocos de Aveia.
Gosto dos do Dia. Não são integrais mas, realmente, não creio que faça diferença. É, quase sempre, o meu pequeno-almoço. Se não for o pequeno-almoço, é o lanche. E a aveia é ótima também para fazer bolachas e bolos mais saudáveis.





Queijo.
Qualquer queijo é bem vindo: flamengo, de São Jorge, curado, fresco, amanteigado, de vaca, de ovelha, de cabra, azul, com ervas, com nozes... vai tudo.





Cenouras.
Quilos delas. Adoro cenouras cruas, daquelas bem doces. Corto em rodelas ou meias rodelas, coloco numa taça de sobremesa e vou comendo enquanto vejo um filme ou leio um livro. Sempre é mais saudável que pipocas.





Frutos Secos.
Como todos os dias. Nozes, amendoins, cajus, avelãs, amêndoas, sultanas, pinhões e todos os outros que existirem . É mais um snack para substituir as pipocas e os salgadinhos.




Todas estas coisinhas são saudáveis e gostosas pelo que a dieta não está, de forma nenhuma, em risco. Vá, não abusar do queijo.


6/10/2014

What Maisie Knew



E o filme fofinho de ontem foi: What Maisie Knew.

Trata-se da história de uma menina que, após a separação dos pais (ela vocalista de uma banda de rock, ele curador de arte), serve de "arma de arremesso" entre um e o outro. O facto é que, apesar de ambos gostarem de Maisie e não serem más pessoas , são bastante egocêntricos e negligentes com a menina colocando-a, muitas vezes, em situações de abandono.

A beleza desta história centra-se na relação que a menina, doce e inteligente, estabelece com a madrasta e o padrasto que, apesar de não terem qualquer obrigação disso, acabam por estar sempre a tomar conta dela e serem os únicos que parecem realmente importar-se.

Destacam-se a excelente interpretação de Onata Aprile, de apenas 6 anos de idade, e a química que existe entre ela e o ator Alexander Skarsgård, responsável pelas cenas mais enternecedoras do filme.

Apesar de muito simples e previsível, o filme leva-nos a ver a realidade pelos olhos de criança e a pensar em todos os casos de crianças que são negligenciadas por pais que se colocam a si próprios e às suas carreiras profissionais acima dos filhos.

Se calhar, muitos de nós, já nos sentimos assim.


6/08/2014

Aquele Querido Mês de Agosto


Tenho a mania de guardar as coisas melhores para o fim. Acontece com doces, livros, filmes, etc. Se acho que se trata de algo de que vou gostar muito, guardo para um momento especial.

Assim, ficam livros e filmes, durante meses ou anos, a "ganhar pó" até que eu decida que chegou o momento certo para usufruir deles.

Foi o que aconteceu com o filme "Aquele Querido Mês de Agosto". Desde que saiu, há anos, que soube que o queria ver mas, por um motivo ou outro, nunca o fiz.

No sábado ao fim da tarde, tudo organizado em casa, passeio da tarde dado, café tomado, visitas de fim de semana feitas, pareceu-me o momento ideal para ver o filme que, desconfiava, teria um interesse muito especial para mim. Primeiro porque é português e, tenho todo o interesse em apreciar o produto nacional que, não raramente, é muito bom. Depois, porque o filme retrata uma realidade que foi a da minha infância e juventude, a realidade das pequenas vilas rurais do interior de Portugal.

O filme, realizado por Miguel Gomes, é classificado como uma Docufição, um género entre o documentário e a ficção, o que resultou numa obra com um ritmo e uma beleza incomuns.
Como conheço bastante bem a realidade retratada no filme, posso dizer que, no que diz respeito ao documentário, não existe absolutamente nada a apontar. O que vemos ali não podia ser mais genuíno. Aquelas pessoas são de  verdade, os diálogos autênticos, as histórias repetem-se diariamente naqueles meios, só mudam as moradas e os nomes. A história de ficção, não sendo excecional, encaixa perfeitamente naquele contexto sociológico, servindo para complementar este maravilhoso retrato do Portugal rural.

Numa obra de arte sensível e encantadoramente humana, o realizador faz-nos visita guiada ao português simples e genuíno do interior de Portugal, no festivo mês de Agosto, quando têm lugar os encontros entre as pessoas (os residentes e os emigrados) num ambiente de festa  e animação, com a música popular portuguesa a marcar o ritmo da ação. A história de ficção, que surge a meio do filme para o acompanhar até ao fim, é a do complexo triângulo amoroso entre um pai, uma filha e o primo desta, todos membros de uma banda de bailes.

Apesar de, em termos de imagem e fotografia, o filme não estar nada de especial, considero-o uma obra cinematográfica de grande qualidade. Para além de ser verdadeiramente interessante do ponto de vista antropológico, desconstrói o imaginário rural do nosso país de uma forma sublime.

Passaram-se 2h25 de filme num instante.
Recomendo vivamente.


6/06/2014

Coisas que eu já devia saber (que não dão certo) #1

Não se estende roupa no quintal aos fins de semana e feriados. Se o tempo está bom para estender a roupa, também está ótimo para os vizinhos acenderem as brasitas e fazerem um belo churrasco que nos vai deixar a roupa (no mínimo) com um odor peculiar.

Não vale a pena combinar ir a dois eventos marcados para a mesma hora, se eles distam mais de 20 km entre si. Ou se está num lado, ou se está no outro. Um bocadinho aqui, um bocadinho ali e a maior parte em viagem, não é compensatório.

Se se decide guardar um objeto, usado diariamente, num sitio esdrúxulo achando que depois se arrumará melhor, é certinho que não o vamos visualizar por largos anos. Nunca mais nos vamos lembrar onde o colocámos e só o encontraremos nas limpezas de verão que se fazem de 4 em 4 anos.

O barato sai caro. Infelizmente, os objetos que precisamos mesmo que funcionem, vão custar-nos algum dinheiro. Não vale a pena ir ali ao chinês da esquina comprar um utilitário e esperar que ele dure, pelo menos, um mês. Não dá. Se não se partir na primeira utilização, no máximo ao fim de uma semana já vai estar todo escafiado.