4/29/2014

Coisinhas agradáveis e pouco perniciosas

Para quem, como eu, gosta de comida em geral e de coisinhas doces em particular e, aborrecimento dos aborrecimentos, não pode abusar do açúcar e dos hidratos de carbono deixo uma boa notícia: existem coisitas bem gostosas onde podemos fincar o dente sem ficar com o peso de um elefante na consciência (e na anca).

Isto não tem nome (aceitam-se sugestões) porque não é assim tãoooo original e porque não me deu para inventar um mas trata-se basicamente do seguinte: 

Numa tacinha gira (para dar algum glamour à coisa) deposita-se um iogurte (natural ou de aroma). Pois bem, sobre o iogurte depositam-se pedaços de uma fruta. Costumo fazer com morangos, maçã ou pêras mas imagino que fique ótimo com pêssego, manga, frutos vermelhos, etc. A imaginação é o limite. De seguida partem-se uns pedacitos de nozes que, por sua vez, se inserem junto da fruta e do iogurte.  E pronto, papa-se tudo vagarosamente. 

Eu como assim mesmo mas quem for muito guloso pode rematar com meia colher de sobremesa de adoçante stevia em pó. 

Isto tem sido o meu pequeno-almoço mas serve perfeitamente de lanche ou de sobremesa. 

Bom apetite!

4/28/2014

Pensamentosito

A Rede Social perfeita seria aquela que possibilita mais do que a partilha de uma imagem, um texto, uma música ou um vídeo. Quando partilho algo quero partilhar uma série de pequenos choques eléctricos existenciais que acredito serem tão interessantes que gostaria que outros os sentissem. Mas é pouco provável que uma imagem, uma música ou um vídeo possam transmitir o cheiro do pó, o som do ar em circulação e as cores únicas de determinado segundo do dia.

4/27/2014

Telemarketing não me apraz. Mesmo nada.


Há coisas que me escapam totalmente à compreensão e à tolerância. Uma delas é o telemarketing.

Mas que raio de pertinência tem o telemarketing?!

Ou sou só eu que tenho vontade de esganar todas as simpáticas pessoas que me telefonam da vodafone, do clube de livros disney (ou lá o que é) e de todos os bancos e seguros de saúde, com uma promoção excecional de um produto que não me faz falta nenhuma?

Fico ofendida, enraivecida e completamente fora de mim com esses telefonemas. Sinto que me estão a roubar uma das coisas que mais estimo e mais falta me faz: Tempo.

Mas com a crise que estamos a viver como é que este tipo de situação ainda não foi legalmente abolida? Principalmente o telemarketing de cartões de crédito! Se o dinheiro que ganho não me chega, porque raio hei-de querer um empréstimo a juros altíssimos que me vai deixar ainda mais enrascada?!!!!!

Bem... existe pelo menos uma vantagem nesta situação: posso treinar a paciência e tentar não não ser de uma má educação monstruosa com as pessoas que estão do outro lado do telefone.Tenho conseguido... mais ou menos.

4/21/2014

The Book Thief



A história de Liesel, uma menina que roubava livros é narrada pela “morte” que se cruzou com ela três vezes e lhe seguiu as pegadas de 1939 a 1943. Liesel é uma sobrevivente na Alemanha, durante a segunda grande guerra que, com a sua vontade de viver e conforto que lhe dão os livros, comove a própria “morte”.

Dirigido por Brian Percival.


Embora o tema seja “muito batido” e a história simples, é um bom filme, com personagens marcantes e uma narrativa enternecedora.

4/17/2014

Vikings


Depois de experimentar e desistir de várias séries e, enquanto aguardo os próximos episódios das 1500 séries que ando a ver ao mesmo tempo, eis que experimentei "Vikings".

Estou desconfiada que tenho motivos bem sentimentais para gostar desta série e do tema. Sempre dizem que descendemos (portugueses) de uma mistura de muçulmanos com Vikings, não é? Se calhar não mas mesmo assim estou a adorar a série. É daquelas de que gostei logo nos primeiros minutos. Não tem cenas demasiado violentas, é leve qb e, ao mesmo tempo, tem uns cenários interessantes e um guião que não me desiludiu.

E tem a magnífica vantagem de ter como tema de abertura a música "If I Had a Heart", da sueca Fever Ray.



4/14/2014

A Primeira Mestiça


Este romance (que de romance não tem nada) serve muito bem uma função básica: fazer-nos adormecer com muita rapidez.
De facto, há muito tempo que  passou a ser o meu livro de mesa de cabeceira. Qual xanax qual quê, é ler "A Primeira Mestiça" e caímos para o lado em menos de dois minutos.

O livro fala da vida de Francisca Pizarro, conhecida como a "primeira mestiça", desde o seu nascimento até à sua morte, e também da História do Perú, nos tempos em que os conquistadores se revoltam contra a coroa espanhola. Pelo meio existem guerras entre conquistadores e incas e entre incas e incas e outros conflitos do género. A mestiça, filha de um conquistador com uma princesa inca, encontra-se no centro dos conflitos até ser enviada para Espanha, onde exerce o seu poder e influência, sedimentados na linhagem e na fortuna que detém. Isto é basicamente quase tudo o que é dito sobre a personagem que dá o título ao livro. :/

O tema poderia dar um belo romance, como alguns que li sobre a história do Chile e do México mas, da forma como o livro está escrito por Álvaro Vargas Llosa, mais parece o texto de um livro de História do 7º ou do 8º ano.

Estou a ler até ao fim, porque gosto sempre de acabar os livros que começo (excepto os livros da Margarida Rebelo Pinto, esses são uma verdadeira impossibilidade de leitura) , nem que seja para dizer mal com conhecimento completo de causa, mas não o recomendo a ninguém.

É uma valente seca!

4/11/2014

Queijadas de Leite na Bimby

Até parece irreal mas, em tempos muito idos, tinha eu uns 13 anos e vivia em Alpiarça, aquela “muito amada (mentira) terrinha”, passava algum tempo a fazer doces. 
Eram mais bolos e bolinhos mas eu esmerava-me mesmo e ficavam bem bons. Um dos que fazia melhor eram queijadinhas de leite. Ficavam maravilhosas e eu deliciava-me a comê-las. Com o passar dos anos, a minha dedicação à cozinha foi decaindo cada vez mais até ficar abaixo de zero.
Por motivos vários, tipo viver sozinha, viver com outra pessoa, precisar simplesmente de comer (e gostar muito de o fazer), tive que me esforçar por cozinhar novamente.
Como os meus dois leitores certamente sabem, existe a bimby na minha vida e, graças a ela pude voltar a saborear as deliciosas queijadinhas da minha adolescência.
Devo acrescentar que não são nada perniciosas em termos de calorias. De qualquer forma, é sempre recomendável comê-las imediatamente a seguir às refeições principais. Quem não tiver problemas nenhuns com o açúcar é papá-las à vontade a qualquer hora do dia ou da noite.

Cá está a receitinha:

Ingredientes
0,5 l de leite
100 g de farinha branca ou integral
50 g de manteiga ou margarina
2 ovos
175 g de açúcar
Canela a gosto para polvilhar


Preparação
Pré-aquecer o forno a 180º.
Introduzir os ovos, a manteiga e o açúcar no copo Bimby e bater durante 3 min, temp 37º, vel 6.
Juntar a farinha e o leite e programar 1 min, vel 6. Colocar o preparado em formas de queijadas ou queques, previamente untadas com margarina e levar ao forno durante cerca de 20 minutos.Depois de desligar o forno, deixar arrefecer.
Desenformar, colocar em formas de papel e polvilhar com canela. Ainda quentinhas são deliciosas!