4/21/2014

The Book Thief



A história de Liesel, uma menina que roubava livros é narrada pela “morte” que se cruzou com ela três vezes e lhe seguiu as pegadas de 1939 a 1943. Liesel é uma sobrevivente na Alemanha, durante a segunda grande guerra que, com a sua vontade de viver e conforto que lhe dão os livros, comove a própria “morte”.

Dirigido por Brian Percival.


Embora o tema seja “muito batido” e a história simples, é um bom filme, com personagens marcantes e uma narrativa enternecedora.

4/17/2014

Vikings


Depois de experimentar e desistir de várias séries e, enquanto aguardo os próximos episódios das 1500 séries que ando a ver ao mesmo tempo, eis que experimentei "Vikings".

Estou desconfiada que tenho motivos bem sentimentais para gostar desta série e do tema. Sempre dizem que descendemos (portugueses) de uma mistura de muçulmanos com Vikings, não é? Se calhar não mas mesmo assim estou a adorar a série. É daquelas de que gostei logo nos primeiros minutos. Não tem cenas demasiado violentas, é leve qb e, ao mesmo tempo, tem uns cenários interessantes e um guião que não me desiludiu.

E tem a magnífica vantagem de ter como tema de abertura a música "If I Had a Heart", da sueca Fever Ray.



4/14/2014

A Primeira Mestiça


Este romance (que de romance não tem nada) serve muito bem uma função básica: fazer-nos adormecer com muita rapidez.
De facto, há muito tempo que  passou a ser o meu livro de mesa de cabeceira. Qual xanax qual quê, é ler "A Primeira Mestiça" e caímos para o lado em menos de dois minutos.

O livro fala da vida de Francisca Pizarro, conhecida como a "primeira mestiça", desde o seu nascimento até à sua morte, e também da História do Perú, nos tempos em que os conquistadores se revoltam contra a coroa espanhola. Pelo meio existem guerras entre conquistadores e incas e entre incas e incas e outros conflitos do género. A mestiça, filha de um conquistador com uma princesa inca, encontra-se no centro dos conflitos até ser enviada para Espanha, onde exerce o seu poder e influência, sedimentados na linhagem e na fortuna que detém. Isto é basicamente quase tudo o que é dito sobre a personagem que dá o título ao livro. :/

O tema poderia dar um belo romance, como alguns que li sobre a história do Chile e do México mas, da forma como o livro está escrito por Álvaro Vargas Llosa, mais parece o texto de um livro de História do 7º ou do 8º ano.

Estou a ler até ao fim, porque gosto sempre de acabar os livros que começo (excepto os livros da Margarida Rebelo Pinto, esses são uma verdadeira impossibilidade de leitura) , nem que seja para dizer mal com conhecimento completo de causa, mas não o recomendo a ninguém.

É uma valente seca!

4/11/2014

Queijadas de Leite na Bimby

Até parece irreal mas, em tempos muito idos, tinha eu uns 13 anos e vivia em Alpiarça, aquela “muito amada (mentira) terrinha”, passava algum tempo a fazer doces. 
Eram mais bolos e bolinhos mas eu esmerava-me mesmo e ficavam bem bons. Um dos que fazia melhor eram queijadinhas de leite. Ficavam maravilhosas e eu deliciava-me a comê-las. Com o passar dos anos, a minha dedicação à cozinha foi decaindo cada vez mais até ficar abaixo de zero.
Por motivos vários, tipo viver sozinha, viver com outra pessoa, precisar simplesmente de comer (e gostar muito de o fazer), tive que me esforçar por cozinhar novamente.
Como os meus dois leitores certamente sabem, existe a bimby na minha vida e, graças a ela pude voltar a saborear as deliciosas queijadinhas da minha adolescência.
Devo acrescentar que não são nada perniciosas em termos de calorias. De qualquer forma, é sempre recomendável comê-las imediatamente a seguir às refeições principais. Quem não tiver problemas nenhuns com o açúcar é papá-las à vontade a qualquer hora do dia ou da noite.

Cá está a receitinha:

Ingredientes
0,5 l de leite
100 g de farinha branca ou integral
50 g de manteiga ou margarina
2 ovos
175 g de açúcar
Canela a gosto para polvilhar


Preparação
Pré-aquecer o forno a 180º.
Introduzir os ovos, a manteiga e o açúcar no copo Bimby e bater durante 3 min, temp 37º, vel 6.
Juntar a farinha e o leite e programar 1 min, vel 6. Colocar o preparado em formas de queijadas ou queques, previamente untadas com margarina e levar ao forno durante cerca de 20 minutos.Depois de desligar o forno, deixar arrefecer.
Desenformar, colocar em formas de papel e polvilhar com canela. Ainda quentinhas são deliciosas!

3/26/2014

The Counselor



Um advogado que acaba de ficar noivo envolve-se num esquema de tráfico de droga no valor de 20 milhões de dólares. As coisas acabam por não correr bem e ele terá de lidar com as consequências do seu envolvimento num perigoso mundo. Paralelamente ao desenrolar da (pouca) ação existem várias reflexões filosóficas sobre o significado da vida.

Dirigido Ridley Scott e escrito por Cormac McCarthy.


Excelentes diálogos e cenas muito bem construídas embora a história esteja estruturada de uma forma um pouco confusa.

3/09/2014

Philomena



Filme inspirado na história real de uma rapariga irlandesa, que engravida na adolescência e é enviada para um convento de freiras, onde é levada a dar o filho para adoção. 

Após procurar o filho durante quase 50 anos, Philomena é ajudada por um jornalista a descobrir o que lhe aconteceu, acabando por ser confrontada por uma realidade inesperada.

Dirigido por Stephen Frears.

É mais um filme competente baseado numa história verídica sem , no entanto, proporcionar uma história arrebatadora ou personagens marcantes.

3/08/2014

Cultura

Este foi um daqueles livros que comprei porque foi muito bem recomendado e queria mesmo lê-lo.
Pode parecer estranho mas, quando dou uma importância especial a uma coisa que seja para ler, apreciar, comer, ouvir ou assistir, não o faço logo. Gosto de guardar o objeto durante o tempo que for necessário, até chegar a altura certa de usufruir dele. Não pode ser com pressa ou num momento qualquer.
Assim, anos depois de ter comprado este livro (não muitos) decidi começar a lê-lo. E fiz muito bem porque estou a adorar!

Vejo-o como um tratado geral sobre a cultura europeia, desde a sua origem mais remota, no tempo da civilização grega. É uma espécie de “tudo o que precisa saber” mas escrito de uma forma realmente simples, clara e muito interessante.

É como um fio condutor que liga tudo aquilo que fomos aprendendo na escola e com que nos vamos deparando em livros e nas notícias sem, muitas vezes, percebermos claramente o contexto.

Já passei pela mitologia grega e pelo velho testamento, estando agora na Filosofia. Claro está que já me fartei de sublinhar o livro e estou a ler com todo o vagar de que sou capaz, para ver se o estendo no tempo…

Aconselho vivamente!