2/24/2014

Blue Jasmine



Jasmine, uma mulher bonita e sofisticada de meia idade, perde a sua fortuna e entra em colapso psicológico. Vê-se, então, obrigada a ir viver com a irmã, uma mulher muito simplória, em São Francisco, o que dá origem a um vasto conjunto de situações muito caricatas.

Dirigido por Woody Allen.

Todo o filme é brilhantemente suportado pela extraordinária interpretação de Cate Blanchet.

Gravity


Uma engenheira médica na sua primeira missão espacial, e um astronauta veterano encontram-se sozinhos no espaço, sem ligação com a Terra, após um acidente que destrói a sua nave espacial.
A engenheira (Sandra Bullock) acaba por ficar  entregue a si própria, na solidão do espaço, a lutar pela sua sobrevivência.

Dirigido por Alfonso Cuarón.

Um filme que entretém satisfatoriamente sem (na minha opinião) merecer as nomeações que teve para os óscares.

2/23/2014

Petiscos e Doces #1

Cozinhar é uma atividade que dispenso grandemente. Não tenho jeito, não me apraz e sinceramente, se pudesse não cozinhar de todo não o fazia. No entanto, preciso e, para dificultar as coisas, gosto imenso de comer. Sendo que não posso contratar um cozinheiro ou ir comer fora todos os dias tenho mesmo que cozinhar, pelo menos metade dos dias (a igualdade de direitos e deveres que vigora cá em casa assim o exige).

Bem… não tenho um cozinheiro mas tenho um objectozito muito interessante que se tornou, em pouco tempo, o mais importante da casa: a bimby. Não tenho computador, nem leitor de música, máquina fotográfica ou outra máquina qualquer xpto mas não passo sem a bimby. Infelizmente ela já avariou duas vezes e os arranjos são para o carote mas já a tenho há uns 5 anos e não podia estar mais satisfeita.

Uma das coisas de que gosto mais na bimby é o facto de nos deixar tempo livre para fazer outras coisas enquanto vai cozinhando. Tudo o que precisa de supervisão e mexidelas constantes é feito automaticamente, sem ficar agarrado ou queimado. Fica sempre no ponto. Outra coisa boa é o facto de existirem montes de receitas simples e saborosas, adaptadas à bimby, em que é possível aproveitar quase tudo o que temos em casa.

Por exemplo o maravilhoso pão com chouriço que toda a gente conhece e adora. O que costumam fazer ao miolo todo do pão que sobra? Como prefiro o recheio com tostas integrais nunca uso o miolo. O que faço? Bem, faço um maravilhoso pudim de pão, totalmente na bimby, inclusive a cozedura.

É super fácil de fazer e é uma excelente forma de não desperdiçar comida.

Seguem receitinhas.




Pão Recheado com Chouriço

1 pão redondo grande
1 chouriço
2 embalagens de 200 g de queijo emental ou outro
1 frasco de 400 g de maionaise light

Abrir uma tampa no pão e retirar o miolo.
Tirar a pele do chouriço, cortar em pedaços e picar na bimby, velocidade 7, durante um minuto. Juntar o queijo e a maionaise e voltar a picar, na velocidade 7, durante um minuto.

Rechear o pão, embrulhar em papel de prata e levar ao forno de 30  a 40 minutos.



 Pudim de Pão

300 gr. de pão
180 gr. de açúcar
600 gr. de leite
2 raspas de limão
6 ovos
20 gr. manteiga
caramelo líquido

Colocar o açúcar e a raspa de limão na bimby, 20 segundos, velocidade 9.
Juntar o pão, 20 segundos, velocidade 9.
Colocar o resto dos ingredientes, velocidade 5, 2 minutos.
Colocar numa forma de silicone, coberta com papel de aluminio e com caramelo e cozer na varoma durante 80 minutos.
Deixar arrefecer e colocar no frigorífico.


*Em caso de alguma pressa, pode ir uma ou duas horas ao congelador, depois de frio. Solidifica mais rapidamente e fica bastante saboroso.

Bom apetite!

2/21/2014

O que ando a ouvir #1



Numa altura em que se fala da Dora, a cantora de ‘Não sejas mau para mim’ e do facto dela trabalhar numa cadeia de Fast Food, vou-me voltando para outras atividades de artistas nacionais.
Não que tenha algo contra a Dora ou contra a sua “situação” mas really? Notícia de jornal o facto de alguém estar a fazer pela vida como pode, tendo um trabalho possível e digno, para pagar as contas? Não percebo em que país julgam viver as pessoas que consideram essa notícia relevante.
Atenção que não considero a situação justa nem desejável e muito menos desculpabilizo o governo pela situação em que nos coloca mas, fazemos o que temos que fazer…


Adiante, andava eu a ver o que se fazia em Portugal porque, apesar da desmoralização crescente que todos sofremos, continuam a fazer-se coisas muito boas em Portugal. É o caso da minha mais recente descoberta musical: o álbum “Femina” do músico Paulo Furtado, mais conhecido por “The Legendary Tiger Man”.

O álbum, de 2009, é constituído por duetos de músicas originais e covers, sendo o seu ponto forte as excelentes interpretações das convidadas, todas mulheres, como Maria de Medeiros, Asia Argento, Rita Red Shoes e Peaches.
The Legendary Tiger Man compõe, canta e toca vários instrumentos em palco, como um autêntico homem orquestra, num estilo pop e blues.

Estou completamente maravilhada e não consigo parar de ouvir este álbum do início ao fim. É uma sensação mesmo muito boa ver algo desta qualidade feito por um português. Não que me surpreenda, não me surpreende nada. Os portugueses são muito bons nas mais variadas áreas mas, sei lá, gosto sempre de descobrir (ainda que tardiamente) mais uma coisa fantástica executada por um compatriota.
J Assim só para desenjoar das notícias que nos surgem espontaneamente por tudo quanto é sitio, como a da Dora e outras da mesma relevância.

Deixo-vos uma das minhas músicas preferidas:

http://goo.gl/tM3FNf


2/19/2014

Amiguinhos outra vez!





Lembram-se do filme de terror protagonizado pelos meus gatos? Podem encontrar o relato aqui: http://goo.gl/PCji03

Continuação...
Depois do Acácio ter sido castrado no sábado e o Alfredo ter, convenientemente, fugido para a cave (de onde só regressa quando lhe apraz), a única coisa a fazer foi mantê-los separados. Claro que esta situação envolvia uma logística bastante chata: dois recipientes de água, dois recipientes de comida, e duas caixas de areia para gatos, mais a preocupação de estar sempre a abrir e fechar portas de cada vez que precisávamos de nos deslocar de uma parte para outra da casa. Uma verdadeira seca!

Na segunda-feira fomos ao veterinário novamente e o Alfredo foi castrado. Veio bastante assustado o que me deu muita pena... Ficou parte do dia deitado, sem comer, e com um ar abatido mas, felizmente, saudável. Parecia apenas que queria dormir. A ferida estava mais aberta do que a do Acácio (que entretanto já estava praticamente recuperado) e tinha sangue fresco. Ponderei deixar passar um dia e, se não melhorasse, voltava ao veterinário. Felizmente, passadas umas horas ele espevitou, mostrou o apetite de sempre e já adotara o comportamento normal. 

No dia seguinte tentámos, muito cautelosamente, juntá-los. Nada feito. Continuavam a resmungar um com o outro e o Acácio, logo que via o Alfredo, encolhia-se todo e fugia. Concluímos que as hormonas ainda andavam a circular por ali e que ainda era cedo para uma tentativa de aproximação. 

Entretanto pesquisei um pouco na net sobre a situação e possíveis soluções. Li que só uma semana depois é que eles poderiam voltar a entender-se, e que a melhor forma seria proporcionar-lhes momentos agradáveis quando estivessem juntos, como uma brincadeira de que gostassem muito ou comida. Li, também, que era importante que um dos gatos não se tornasse dominante e, para isso, era preciso impedir o mais fraco de fugir.
Isso preocupou-me um pouco porque estava claro que o Acácio era um grande cagunfa e o Alfredo dominava completamente a situação.

Claro que não me apeteceu esperar uma semana e fui, todos os dias, tentando juntá-los. No início, o resultado manteve-se, mal havia uma brecha voltavam a desentender-se. O Acácio, ainda bem lembrado da tareia que levara, bufava logo para o Alfredo e este, sentindo-se hostilizado, resmungava de volta com um vigor tão estridente que me esfrangalhava os nervos.

Passadas mais algumas tentativas, percebemos que o Alfredo estava diferente, aproximava-se do Acácio para o cheirar e já não se exaltava com o cheiro. Parecia estar mais interessado em brincar. Até se fazia de fofo, roçando-se pelos objetos e pelo Acácio sempre que conseguia. Ainda surpreendemos o Alfredo a dar umas "bofetadas" no Acácio mas sem qualquer ruído associado, o que nos fez depreender que se tratava de brincadeira. Mesmo assim, o Acácio continuava com medo e a bufar o que nos impedia de os deixar sozinhos. Eu já estava a desesperar. 

Ponderei devolver o Alfredo aos antigos donos porque não conseguíamos viver numa casa onde não nos podíamos movimentar Iivremente, com o Alfredo a miar de dia e de noite, e nós sempre com medo que eles se pegassem. Percebi rapidamente que isso não seria uma opção. Para mim, também não seria uma opção impingir o Alfredo a alguém, conhecendo a sua peculiar personalidade, e muito menos abandoná-lo num veterinário.

Completamente exasperada, decidi deixar de me preocupar. Tinha passado precisamente uma semana desde que o Acácio tinha sido castrado quando decidi que eles eram gatos, que se entendessem como tal. Se tivessem que brigar, que brigassem, que fizessem como lhes aprouvesse. Sendo assim, deixei os dois no quintal e fui tratar da minha vida. 
Claro que os ia vigiar de vez em quando mas, de resto, quase todas as portas de casa se mantiveram abertas e toda a rotina se desenvolveu como de costume.

Passado um tempo, deixei de ver o Alfredo. Passou-me pela mente um desejo fugaz de que ele, por sua iniciativa, tivesse emigrado. Ele era muito esperto e bom caçador, de certeza que se ia safar. O tempo passou e nada de o ver. Comecei a sentir a falta dele...

Passado mais algum tempo, quando vou ao quarto, que estava fechado, encontro-o a dormir todo descansado em cima da cama. Senti-me mesmo feliz por o ver ali, todo fofinho e bem de saúde e disposição.
Não sei bem como aconteceu mas, nesse mesmo dia, assisti a um momento que julgava impossível: o Acácio a dar duas lambidelas na cabeça do Alfredo.

E assim, exatamente uma semana depois do primeiro gato ter sido castrado (o Alfredo foi dois dias depois) voltou tudo à alegria do costume. Estão exatamente iguais, dormem juntos, brincam muito e são os melhores amigos. Nunca pensei voltar a ver este cenário lá em casa. É uma alegria indescritível. 

Apesar de ter sido muito reticente em relação à castração dos gatos (e não foi por falta de aviso de várias pessoas) vejo agora que é mesmo a única solução e, convenhamos, uma excelente solução. Não só estão exatamente iguais ao que eram antes, como não têm mais o stress inerente ao cio e não têm a necessidade de andar a marcar o território, urinando por aí. 

A nossa vida melhorou bastante e a qualidade da vida dos gatos também. 
Estamos bastante satisfeitos.

2/18/2014

Árvore da Vida



Vi o filme "Árvore da Vida" em Alvalade, o cinema com melhor horário e que, pela localização e por ser um cinema tão recente, me pareceu ter um tipo de público diferente daquele que encontro geralmente na cinemateca ou em locais mais antigos. Não que tenha alguma coisa contra esse "tipo de público", até porque faço parte dele mas… naquele dia não me estava a apetecer muito, se é que me percebem.

Fui então ao cinema e, ao entrar na sala: surpresa! Os velhinhos e os freaks estavam todos lá! Sentei-me no lugar marcado, mesmo ao lado de uma velhinha que me tentou explicar uma piada dos anúncios que passam antes do filme. Logo que me libertei da difícil tarefa de tentar entender o sentido do que a senhora estava a dizer, dediquei-me ao visionamento do filme.

O filme decorreu com normalidade até que, quase sem dar por isso, começaram a surgir sequências de imagens da natureza em toda a sua força, maravilha, grandiosidade e mistério: rios, cascatas, seres biológicos e mitológicos...

Um velhote, sentado duas filas abaixo da minha, começou a falar mal do filme de uma forma bem audível, repetindo frases como: “Que merda de filme!”, “Que porcaria!”, “Filme de merda!”, “Fui enganado!”, “Que treta!”, “Olhem-me para esta merda!”.

Como é óbvio, passados cerca de vinte minutos destas cenas e das queixas do homem, esperava vê-lo levantar-se e sair, o que não aconteceu. Parece que, já que tinha pago o bilhete, ficaria ali até ao fim, nem que fosse a infernizar os outros espectadores.
 

A determinada altura (não demorou muito uma vez que a paciência não é uma das minhas virtudes) comecei a passar-me. O homem estava a irritar mesmo muito! Na minha mente surgiu a vontade gigante de o mandar calar quando, de súbito, alguém emite um sonoro, intenso e imperativo: "Schhhhhhhhhhhh". Seguiram-se imediatamente admoestações semelhantes de outros espectadores igualmente irritados. Fiquei uns momentos indecisa entre a surpresa e o alívio mas, quanto mais tentava concentrar-me no filme mais me lembrava do caricato da situação, até que me deu um ataque de riso daqueles que fazem chorar. O homem lá continuou a resmungar até que uma senhora foi chamar alguém para o tentar calar.

Entretanto o filme retomou a ação dita "normal" e o homem, finalmente, colocou-se em silêncio.

Quanto ao filme, é uma recriação poética da forma de encarar a vida do protagonista: um homem maduro que vive as angústias herdadas da experiência que foi a sua infância, marcada por um pai  autoritário e desiludido, uma mãe carinhosa mas impotente, e a tragédia da morte de um irmão.

O filme é interessante mas torna-se um pouco maçador. Acredito que, com menos imagens da natureza e menos cenas, se poderia dizer o mesmo, garantindo uma melhor atenção das pessoas. Não deixa de ser um bom filme, repleto de imagens sublimes e interpretações irrepreensíveis. 

O Brad Pitt tornou-se, definitivamente, um dos melhores atores da sua geração.

Terça-feira com sabor a fim de semana



Uma das coisas que mais gosto de fazer, sempre que posso, é pegar num livro e ir para uma esplanada usufruir de algumas horas de sol e leitura.


Gosto mesmo disso, considero-o tempo de muita qualidade. Hoje foi um desses dias. 

Neste momento leio "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas. Estou a considerar o livro verdadeiramente delicioso. 
Do mesmo autor já tinha lido os três volumes de "O Conde de Monte Cristo" mas estou a gostar muito mais deste. Com uma tradução excelente, de um senhor chamado Carlos Rodrigues, é leve e muito engraçado, recheado de situações verdadeiramente cómicas e de diálogos excelentes.

Estou verdadeiramente maravilhada! Recomendo para quem não quer ler nada muito pesado mas não abdica de uma obra literária de qualidade.