6/10/2013

The Loneliest Planet


Um jovem casal apaixonado explora, de mochila às costas, as montanhas do Cáucaso na Georgia. Acompanhados de um guia local, caminham durante horas, partilhando histórias e pequenos jogos durante a viagem. O ambiente descontraído é quebrado por um acontecimento que origina uma traição não premeditada e pode colocar em causa a relação de confiança entre os dois.

Realizado por Julia Loktev.

Paisagens poéticas e natureza humana.

6/03/2013

Velvet Goldmine



A ascensão e queda de Brian Slade, um ícone do Glam Rock, retratada por um jornalista e antigo fã do músico, é a porta de entrada para o inebriante movimento cultural dos anos 70 em Inglaterra, onde entre muita maquilhagem, saltos altos, purpurina e lantejoulas, figuras andrógenas celebravam o sexo, a música e as drogas.

Realizado por Todd Haynes.

Um musical delicioso, com uma banda sonora, fotografia e guarda-roupa excessionalmente irrepreensíveis.

6/02/2013

Natural Selection



Uma mulher de meia idade, ingénua, religiosa e conservadora, decide procurar o filho ilegitimo do marido que sofreu um AVC.
O rapaz, toxicodependente e de caracter muito duvidoso, acaba por estabelecer com a “madrasta” uma relação  extremamente improvável.

Realizado por Robbie Pickering.

Uma história simples e interessante sobre a, muito complexa, natureza humana.

5/21/2013

L'Enfant d'en haut



Simon é uma criança de 12 anos que vive com a irmã, jovem adulta, perto de uma estância de esqui. O sustento dos dois é providenciado pelo rapaz com a venda de material para esquiar que rouba aos turistas ricos. A estranha relação dos dois, que vivem como irmãos mas são mãe e filho, degrada-se gradualmente até ao limite do suportável.

Realizado por Ursula Meier.

Retrato vívido e ternurento de uma relação triste e marginal.

5/08/2013

Les Misérables



No ambiente de miséria da França do século XIX, Jean Valjean é preso ao tentar roubar um pão para alimentar a sua irmã e sobrinhos. Depois de passar 19 anos em trabalhos forçados sai em liberdade condicional e enriquece. 
O seu destino cruza-se com Fantine, uma bonita costureira que caiu em desgraça e é obrigada a tornar-se prostituta para continuar a mandar dinheiro para a sua filha Cosette que, por sua vez, leva uma vida de sofrimento e escravidão até ser adotada por Valjean.

Dirigido por Tom Hooper.

Um elenco excelente para uma adaptação demasiado hollywodesca do livro de Victor Hugo.




5/06/2013

Spartacus









A série de três sessões é inspirada na história do famoso escravo e gladiador Spartacus, que viveu entre 120 a.C e 70 a.C, e liderou a mais famosa revolta de escravos da Roma Antiga com um exército rebelde de 100.000 “ex-escravos”.




Criada por Steven S. Deknight, a série começa com a captura de Spartacus, transformado em escravo e depois em gladiador e termina com a sua morte. No entretanto temos muitas cenas de sexo e violência e uma intriga mais ou menos interessante numa recriação imperfeita do imaginário do filme 300.




Quem conseguir ultrapassar qualquer preconceito que possa surgir nos primeiros episódios, recheados desde logo de sexo quase gratuito e muita violência temperada de esguichos intermináveis de tinta vermelha, vai encontrar motivos para ver a série até ao fim. As interpretações, embora não possam ser consideradas brilhantes, merecem algum destaque e a história evolui de uma forma muito interessante em que, sentimentos de irmandade, luta de classes e honra são muito bem trabalhados.




A série ganhou bastante com Liam McIntyre a interpretar Spartacus na terceira temporada. Ele proporcionou ao personagem uma força e uma dignidade que se destacaram em relação às primeiras temporadas. A intriga é sempre muito rica e intensa com a substituição de personagens ao longo da série o que evita estender histórias desnecessariamente e apimenta o interesse dos espectadores.As cenas de luta variaram bastante entre o médio e o fenomenal sendo que, quanto menos sangue há maior é a qualidade e a emoção desencadeadas pelas lutas.




Destaco na terceira série o romance entre dois ex-escravos soldados de Spartacus. A forma como foi retratada a relação dos dois homens, plena de amor e respeito pela liberdade do outro, proporcionou os momentos mais comoventes que tenho visto em séries.




Numa escala de 1 a 10, dar-lhe-ia um 7 inicial que chega ao 8 com a terceira série.





4/30/2013

House of Cards



Com o fim de algumas séries e a espera interminável pelos próximos episódios de outras, adicionei mais uma à lista: House of Cards.
Produzida pelo canal de internet Netflix, que colocou os 13 episódios da primeira temporada disponíveis em simultâneo, a série aborda o tema da intriga política através da personagem Frank Underwood, um ambicioso politico americano que, ao ver ser-lhe negado o cargo que desejava, constrói um ardiloso plano para derrubar o Presidente. Frank Underwood é brilhantemente interpretado por Kevin Spacey que certamente imortalizará este personagem maquiavélico, sarcástico e sem escrúpulos como um dos melhores dos últimos anos.

A série apresenta semelhanças tão verosímeis com a realidade que é quase impossível não reconhecer aqueles cenários no nosso próprio quotidiano. Podemos facilmente perceber como as coisas podem funcionar na política de qualquer país, como se movem influências e se manipulam as informações até criar acontecimentos que mexem com a vida de todos.

Apesar de se tratar de ficção as possibilidades passeiam-se sobre a nossa mente e fazem encaixar peças outrora soltas.


Apesar do guião ser bom, a construção das personagens é, sem dúvida, o ponto mais forte desta série. Nada foi deixado ao acaso: o casal frio e calculista interpretado por Kevin Spacey e Robin Wright é perfeito em cada pormenor da sua fisionomia e técnica de representação, a jovem e ambiciosa jornalista a que Kate Mara dá vida não podia ser outra senão ela. Cada personagem tem o rosto que teríamos imaginado naquele tipo de pessoa. Nada foi deixado ao acaso.

Classificação: 8