4/30/2013

House of Cards



Com o fim de algumas séries e a espera interminável pelos próximos episódios de outras, adicionei mais uma à lista: House of Cards.
Produzida pelo canal de internet Netflix, que colocou os 13 episódios da primeira temporada disponíveis em simultâneo, a série aborda o tema da intriga política através da personagem Frank Underwood, um ambicioso politico americano que, ao ver ser-lhe negado o cargo que desejava, constrói um ardiloso plano para derrubar o Presidente. Frank Underwood é brilhantemente interpretado por Kevin Spacey que certamente imortalizará este personagem maquiavélico, sarcástico e sem escrúpulos como um dos melhores dos últimos anos.

A série apresenta semelhanças tão verosímeis com a realidade que é quase impossível não reconhecer aqueles cenários no nosso próprio quotidiano. Podemos facilmente perceber como as coisas podem funcionar na política de qualquer país, como se movem influências e se manipulam as informações até criar acontecimentos que mexem com a vida de todos.

Apesar de se tratar de ficção as possibilidades passeiam-se sobre a nossa mente e fazem encaixar peças outrora soltas.


Apesar do guião ser bom, a construção das personagens é, sem dúvida, o ponto mais forte desta série. Nada foi deixado ao acaso: o casal frio e calculista interpretado por Kevin Spacey e Robin Wright é perfeito em cada pormenor da sua fisionomia e técnica de representação, a jovem e ambiciosa jornalista a que Kate Mara dá vida não podia ser outra senão ela. Cada personagem tem o rosto que teríamos imaginado naquele tipo de pessoa. Nada foi deixado ao acaso.

Classificação: 8


4/27/2013

Zero Dark Thirty




Mais de uma década após o ataque terrorista que abalou a América, uma pequena equipa da CIA investiga o paradeiro de Bin Laden e traça um plano que culmina com a morte do homem mais procurado do mundo.

É um filme interessante, sem floreados desnecessários, mas não fica na memória.

Curiosidade: Zero dark thirty é um termo usado pelas Forças Armadas dos EUA para se referirem a uma hora não especificada da madrugada em que o céu ainda está todo escuro.

Dirigido por Kathryn Bigelow.

4/26/2013

Breaking Bad – Uma das melhores séries da década



Sou uma papa-sériesassumida.
Já experimentei quase de tudo, desde “Ghost Whisperer”, “Medium”,“Californication”, “The Office”, “ER” e muitos outros. Estes foram, sem duvida,as más experiências. As séries que usava para matar o tempo quando não haviamesmo nada mais interessante para fazer.

Depois, com o tempo, aexperiência, a sorte e alguma pesquisa vieram as séries boas.  E a vontade de as ver pelo enredointeressante, personagens viciantes e a curiosidade irresistível de ver por quecaminho iria seguir a mente criativa do guionista.
Algumas séries acabarampor se revelar simplesmente deliciosas, uma mistura perfeita entre a qualidadetécnica e a imaginação.

Neste momento, a minhapreferida é a “Breaking Bad” na qual tropecei por acaso. Estava a experimentarvárias séries,  deixando algumas noterceiro ou quarto episódios,  eesta foi apenas mais uma no meio das outras.
Agarrou-me logo nosprimeiros segundos pela originalidade e qualidade das primeiras cenas. No meiodo deserto dois homens, de cuecas e com máscaras para gases tóxicos no rosto,conduzem a toda a velocidade uma velha roulotte. Entretanto despistam-se e saida roulotte um dos homens: um senhor de 50 anos, bigode e um ar de professorrespeitável, não fosse a sua expressão confusa e a sua inusitada indumentária.
A história é a de umprofessor de química de personalidade apagada que descobre que tem cancro.Antes de morrer,  para deixar ofuturo assegurado à  mulher grávidae aos filhos, envolve-se num negócio de produção e venda de metanfetaminas comum antigo estudante.

O que podia ser umahistória mais ou menos banal e violenta - já se reproduziram tantas históriassobre drogas – transformou-se num empolgante thriller psicológico, com um guiãofantástico e interpretações que não o deixam ficar mal.
Walter, o patéticoprofessor de química que lava carros no tempo livre para sustentar a família,sofre uma transformação brutal ao longo da série, envolvendo-se num mundo ondesó os mais experientes e cruéis criminosos sobrevivem.  Com um talento natural para a química euma inteligência emocional que, à medida das necessidades, se transforma numcalculismo frio e extremamente eficiente, Walter transforma-se numa pessoa quenem ele próprio consegue reconhecer ou controlar.

De tudo o que a sérietem de extraordinário gosto especialmente do confronto interior de Walter nasprimeiras vezes que tem que matar alguém e, na forma como esse sentimento sevai diluindo com a repetição.
A relação de Walter como ex-aluno, que costumava gozar com ele durante as aulas e constituía tudo oque o professor considerava desprezível, é também, um dos pontos mais fortes dasérie. O afeto verdadeiro que Walter passa a dedicar ao companheiro de crimes,torna-se, muitas vezes, o único sinal de que ainda existe humanidade no seu espírito.

4/24/2013

Diários de Motocicleta



Em 1952, o jovem estudante de medicina, Che Guevara, e o seu amigo Alberto Granado decidem viajar pela América do Sul numa velha motocicleta. O que era apenas uma aventura de dois amigos tornou-se numa excursão à dura situação de miséria vivida pelos trabalhadores daquela zona do mundo. Esta viagem modificou para sempre o jovem Che Guevara.

Dirigido por Walter Salles. 

Retrato muito belo de um jovem idealista.

4/12/2013

Holy Motors



Uma limusina é conduzida por uma mulher loura de aspeto eficiente pelas ruas de Paris. Dentro da limusine, o senhor Óscar prepara a sua caracterização para os diversos personagens que vai vivendo ao longo do dia: o assassino, a mendiga, o monstro, o pai de família. Ele encarna cada papel com tanto realismo e intensidade que não conseguimos perceber onde está o verdadeiro homem.

Dirigido por Leos Carax.

Intrigante e com um conceito muito original.

4/10/2013

Corpse Bride


No século XIX, Victor ensaia a cerimónia do seu casamento no jardim e, quando julga colocar a aliança num galho de árvore, coloca-a no dedo de uma noiva cadáver. Ela, julgando-o o seu verdadeiro noivo, arrasta-o para o mundo dos mortos que se revela muito mais animado que o mundo real.

Dirigido por Tim Burton e Mike Johnson.

Bonito, comovente e onírico.


Sleepy Hollow


No final do século XVIII um excêntrico investigador é enviado ao condado de Sleepy Hollow para decifrar uma série de assassínios misteriosos e macabros. Num ambiente sombrio e medieval, dominado pela crença numa lenda sobre um cavaleiro sem cabeça, o investigador apaixona-se por uma mulher com fortes ligações ao mundo sobrenatural.

Dirigido por Tim Burton.

Com toques deliciosos de humor e envolvido por uma fotografia negra e sublime.