4/01/2013

Smashed



Kate e Charlie são um casal jovem e apaixonado que partilha, entre outros interesses, o consumo diário e excessivo de álcool. Um dia Kate, de ressaca, vomita em frente aos seus alunos do ensino básico. A partir daí uma série de acontecimentos decadentes levam-na a procurar ajuda e, consequentemente, afastar-se cada vez mais de Charlie.

De James Ponsoldt.

Retrata uma realidade amarga de uma forma simples e bonita.

3/05/2013

The Impossible



Em 2004, um casal com três filhos passa férias num hotel à beira mar, na Tailândia, quando são atingidos por um devastador Tsunami. Durante o caos a família separa-se em dois grupos e luta desesperadamente pela sobrevivência sem saber o que aconteceu aos outros. 

Dirigido por Juan António Bayona.

Filme baseado numa história real. Excelente produção.

Argo



Em 1979, no Irão, o clima de revolta em relação à América culmina com a invasão da embaixada Americana e a detenção de cinquenta e dois americanos como reféns. Seis conseguem fugir e refugiar-se na embaixada do Canadá até que um especialista da CIA chega para resgatá-los através de um plano tão mirabolante quanto arriscado.

Dirigido por Ben Affleck.

Gostei bastante do ambiente de medo retratado. Sentia-se o perigo e no ar e na pele. 




Ruby Sparks



Um jovem escritor em crise artística e pessoal cria uma personagem feminina com todas as características de uma namorada perfeita. Um dia a rapariga torna-se real e começa a viver em casa dele. O facto do jovem poder controlar a rapariga através da escrita não impede a relação de se tornar demasiado normal e até problemática.

Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris.

Gostei bastante desta comédia. É original, inteligente e muito atual. 





3/03/2013

Anna Karenina



Uma belíssima mulher da aristocracia russa do século XIX, casada e mãe, apaixona-se por um oficial com quem vive um tórrido romance extraconjugal. Na busca da felicidade, os amantes vão viver juntos mas Anna sofre com a rejeição da sociedade e entra numa espiral de degradação psicológica que a conduz a um trágico final.

Dirigido por Joe Wright.

Um dos melhores dramas clássicos que já vi.




No



No final dos anos 80, um jovem publicitário é convidado a criar a campanha do "Não" que derrubará a violenta ditadura de Pinochet no Chile, num referendo imposto por pressão internacional. Para além de lutar contra as ameaças do regime de Pinochet, o publicitário tem de lutar contra membros da sua própria fação política, descrentes na sua campanha alegre, leve e até divertida para colocar fim a um regime que deixara 40.000 vítimas.

Dirigido por Pablo Larraín.

Gostei bastante. 


5/30/2010

Lost

E estavam todos mortos...

Fica a desilusão para quem esperava um final científico e surpreendente.

As interpretações do final de Lost podem ser muitas e variadas, não que seja um final totalmente "em aberto" mas deixa muitas coisas por explicar.

A minha interpretação pode mudar com a distância do tempo e depois de pesquisas mais profundas. Até agora, limitei-me a ver a série até ao final.

Isto é apenas uma opinião subjectiva.

Houve um acidente de avião e morreram todos.
A série constrói-se, então, a partir da alma/mente de uma pessoa - Jack Shephard - que vagueia num limbo imaginário tentando alcançar a libertação de si próprio e do seu apego ao que foi a sua vida e ao que foram as suas convicções.

Trata-se de uma espécie de "tratado filosófico e existencialista televisivo" onde se cruzam personagens e cenários sociais representativos do que o homem é interior e socialmente.

Homens e mulheres com personalidades e histórias de vida complexas são colocados num ambiente totalmente virgem. Podem começar as suas histórias de novo, sendo que ninguém os conhece.
Têm, porém, que lutar contra os fantasmas do passado.

Não vale a pena falar de cada uma das histórias, todos já as conhecem pelo que, dou um passeio rápido pela de Jack, que funciona como o fio condutor de tudo:

Jack morre quando vai buscar o corpo do pai à Austrália; pai com que tinha uma relação extremamente conflituosa - Jack morre num momento em que sente rancor pelo pai e sente que não poderá já resolver os seus conflitos (uma vez que aquele havia morrido).

O médico vive na ilha sendo o que sempre foi: líder natural, sempre a tentar resolver tudo e carregando em si a responsabilidade de tomar conta de todos os outros.
Ao mesmo tempo vê o pai na ilha, assim como se vêem outras coisas estranhas (sendo os mortos apenas uma delas). O pai de Jack surge também como uma das facetas do "fumo preto", símbolo do mal.

Temos Jacob como face da harmonia e bem e o "fumo preto" representando o caos, a revolta e o mal. Muitas vezes Jack não consegue discernir qual deles é o bem e o certo, seguindo ora um, ora outro.

A iniciativa dharma e a questão das radiações da ilha não passam da representação de mais uma crença do homem - a crença actual na ciência como explicação para o real.

Tudo o que acontece de estranho da ilha - ursos polares, viagens no tempo e no espaço inexplicáveis, curas repentinas- tem os limites da nossa mente. Se estão todos mortos e a única coisa que sobreviveu foi o espírito/mente, tudo o que acontece, tudo o que "é", tem de estar ao nível do mental e não do físico - tem os limites da nossa concepção mental.

No fim, a ideia principal: "move on".
A série era isso- todo o percurso espíritual de Jack na aceitação da sua própria morte. A reconciliação com o pai, com ele mesmo, o deixar para trás tudo o que foi a sua vida e seguir em frente.

Curioso o vitral que aparece na igreja onde todos os personagens se reúnem no último episódio: tem os símbolos de várias das mais importantes crenças do homem : Cristianismo, Hinduísmo, Judaísmo, Budismo.