9/01/2014

Coisas que acontecem numa segunda-feira à tarde

Estou em casa, curiosamente, a escrever um post.
É um daqueles momentos, um pouco tensos, em que quero aproveitar cada segundo, enquanto a minha bebé dorme a sesta, para fazer alguma coisa.
Nestas alturas (e nas outras também), é impreterível que eu não seja chateada de forma nenhuma, por ninguém e por nenhum motivo.

Tocam à campainha o que, por si só, é uma coisa que me irrita profundamente. Ignoro. Voltam a tocar. Ok, desimpeço o caminho, tirando o carrinho de bebé detrás da porta, o que me chateia mais um bocado, e abro a porta de casa (porque o comunicador da campainha não funciona há meses), para ver quem é.

Vejo uma cabeça loura do lado de lá e presumo que seja uma vizinha nova. Deveria ter refletido acerca da pasta que ela tinha mão, deveria ter desconfiado que não era material escolar.  Olho para a porta da minha casa e penso durante uns segundos se deveria ir buscar a chave sei lá onde, para o caso de ela se fechar sozinha, o que acontece recorrentemente. Decido não perder mais tempo e vou perguntar à rapariga o que é que ela quer.

Ela (com um ar meio aflito): Ah sou da nos e tal.

Eu (com cara de poucos amigos): Ah e tal  estou mesmo, mesmo, mesmo a mudar de residência. Não se incomode.

Ela (com um ar ainda receoso): Ah e tal e não vai querer usar o serviço de net e T.V, e mais 231 coisas, na nova casa?

Eu (com ar de "vai-te embora já!!!!"): Ah e tal, nem por isso err...

Ela: Vai transferir o serviço que já tem?

Eu (esperta a rapariga): Isso mesmo.

Ela: E qual é? Será Meo?

Eu (a começar a tremelicar de raiva): Olhe não sei. O meu namorado é que trata dessas coisas. De modo que não vale mesmo a pena...

Ela (a mostrar ainda mais receio): Mesmo assim vou deixar-lhe uma brochura e tal.

Eu (a começar a ranger os dentes e a ficar com os olhos raiados): Não vale mesmo a pena. Além disso estou bastante ocupada neste momento pelo que tenho que regressar aos meus afazeres.

Ela (nem consigo imaginar de longe o que passaria pela mente da rapariga quando se decidiu a abrir a pasta para retirar a tal brochura): Peço desculpa pela insistência mas...

Eu (já com cara de psicopata prestes a sacar da serra elétrica que tinha escondida atrás da porta): NÃOOOOOO

E fecho a porta. E venho escrever este post.

Hihihihihihihi

3 comentários:

Sónia TM disse...

Entendo!
Eles conseguem ser bemmmm 'chatos'... por essas coisas já nem atendo a porta :)

Sónia
www.tarasemanias.pt

Purpurina disse...

Pois, também já foi essa a minha técnica. Ontem... distraí-me. ;)

Raquel disse...

Olha o karma... Numa próxima vida ainda te calha vender livros de porta em porta :)
concordo contigo, é super irritante! E será que alguém adere a estes "serviços de porta"? Eu faço um bloqueio mental e, mesmo que tivessem a oferecer barras de ouro, digo sempre que não estou interessada. :/